Paulo Magalhães critica Carlos Soares, “mas por engano”

Representante do Paço Municipal na Câmara de Vereadores diz que reclamação do colega aliado é equivocada. Já o líder do Solidariedade afirma que se confundiu

Carlos Soares (à esquerda) foi criticado por Paulo Magalhães. Ambos são da base | Foto: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

Carlos Soares (à esquerda) foi criticado por Paulo Magalhães. Ambos são da base | Foto: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

A atuação do líder do prefeito Paulo Garcia (PT), Carlos Soares (PT), na Câmara Vereadores de Goiânia foi criticada por Paulo Magalhães (SD) nesta quarta-feira (1º/7). Especialmente porque o petista não estava presente no início da sessão plenária desta manhã, em que foram apreciados de projetos de interesse do Poder Executivo.

“O Carlos Soares fica ausente na votação das matérias importantes para o Paço Municipal. Ele tem que estar presente, se não a base fica desorientada. O líder vem em uma sessão sim e outra não”, reclamou Paulo Magalhães, durante entrevista no plenário ao Jornal Opção Online.

“Ele deve estar equivocado, pois venho todo dia à Câmara. Hoje cheguei atrasado por motivos pessoais e não consigo entender ele ficar em dúvida em relação a uma orientação que é para o veto. Se o prefeito vetou, é porque a base já está orientada [de maneira subentendida]. Falar que um veto precisa de orientação é querer cobrar minha pontualidade [nas sessões]”, rebateu Carlos Soares. O petista, que compareceu às 10h47, ressalta que chegou a tempo para apreciar e orientar sobre a pauta.

O único integrante da base que defendeu Carlos Soares foi a ex-líder do prefeito Célia Valadão (PMDB). “Nosso papel é mais pela orientação, atuamos como porta-vozes da prefeitura”, disse a peemedebista.

No entanto, Paulo Magalhães — também aliado da prefeitura — afirmou, depois, por telefone, que havia equivocado-se, argumentando que não prestou atenção em qual projeto estava sendo apreciado. “Eu votei pela rejeição das emendas apresentadas por Elias Vaz e a Dra. Cristina Lopes [do PSB e do PSDB, respectivamente]. E nessa mesma matéria mantive o veto do prefeito, como previsto pelo Paço Municipal, tudo de acordo com a minha consciência.” O vereador destacou ainda que, naquele momento, achou que a discussão se tratava do projeto que altera o Código Tributário do Município.

A redação pretende conceder descontos em multas para os inadimplentes do Imposto Sobre Transmissão de Imóveis (ISTI) da seguinte forma: 70% quando o contribuinte pagar a dívida no prazo de apresentação de defesa; 40%, se quitar no prazo previsto para a interposição de recurso, e 30% quando as negociações forem efetuadas durante a Semana Nacional de Conciliação.

É importante lembrar que o líder da bancada do Solidariedade foi um dos cinco vereadores da base que apoiaram a criação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Pastinhas, que pretende investigar o suposto esquema de emissão irregular de alvarás para construções residenciais na capital.

Consciência

O presidente da Câmara, Anselmo Pereira (PSDB), aproveitou o momento de críticas para alfinetar Paulo Magalhães: “Esta é a primeira vez que o senhor vota corretamente, seguindo a sua consciência [e não a orientação da prefeitura].” Assessores de imprensa, jornalistas e os próprios vereadores riram da fala do tucano. Em resposta, o líder do Solidariedade fez críticas ao governo estadual.

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