Paulo Garcia reconhece que não terminará Macambira Anicuns: “É uma obra de vários mandatos”

Prefeito de Goiânia indicou que 25% das obras estarão concluídas até o término do ano que vem. Primeira etapa do projeto foi inicia em setembro de 2014

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Paulo Garcia faz vistoria nas obras, na Região Sudoeste da capital | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

As obras Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama) não serão concluídas antes do fim do mandato do prefeito Paulo Garcia (PT). “Não termina dentro do prazo. É uma obra de vários mandatos”, afirmou o petista, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (29/1), no Parque Bernardo Élis, entre os setores Faiçalville e Jardim Europa, Região Sudoeste da capital.

Aos jornalistas, ele ressaltou que o atraso advém, principalmente, da desistência da primeira empresa que ganhou a licitação para a execução dos trabalhos. Idealizado em 2003 pelo ex-prefeito Pedro Wilson (PT) — hoje presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) —, o projeto assumiu lugar de destaque nas discussões de preservação ambiental na cidade, dado o seu tamanho.

Segundo Paulo Garcia, a expectativa é que as obras cheguem a 25% até fim de 2016. “Vamos licitar o projeto para todos os setores. Assim, vai ficar tudo pronto para o próximo homem ou mulher que irá administrar Goiânia”, destacou. No total, a Macambira-Anicuns envolve 131 bairros da cidade.

O prefeito pontuou ainda que os trabalhos “nunca parariam por falta de recursos”. “Queremos gastar logo esse dinheiro [contratado em dólar].  Por isso faço frequentes visitas ao BID [Banco Internacional do Desenvolvimento] para apresentar a evolução das obras”, disse.

Iniciada em setembro de 2014, a primeira etapa vai da Avenida Hélio França, no Setor Faiçalville, ao Parque Bernardo Élis, na Avenida Milão, Jardim Europa, em um percurso de 4,4 quilômetros do Parque Linear, além da execução de todo o conjunto de obras do Parque Ambiental Macambira (PAM).

Histórico

O projeto do Macambira-Anicuns só começou a sair do papel em meados de 2011, com a assinatura do contrato de empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além das ações da Prefeitura na parte inaugural do Parque Linear Macambira, no Setor Faiçalville.

Já em 2012, foi aberta licitação para execução da obra. A Empresa Sul Americana de Montagens S/A (Emsa) venceu o processo para executar a primeira etapa, a um valor de R$ 185 milhões. Pouco mais de três meses depois, a empresa pediu aditivo no contrato em relação tanto na previsão de entrega, até então 210 dias, quanto no valor a receber.

Projeto do Macambira-Anicuns só começou a sair do papel em meados de 2011 | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Projeto do Macambira-Anicuns só começou a sair do papel em meados de 2011 | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Contudo, a prefeitura e o BID negaram o aditivo, fazendo com a que a Emsa abandonasse a obra. O distrato do contrato — concluído em 2013 — passou a ser discutido na Justiça, o que, consequentemente, atrasou a realização de uma nova licitação e a continuação da obra.

A nova licitação só ocorreu em 2014, em que o consórcio formado pelas empresas Sobrado Construção, GAE e Elmo venceu sem concorrência. As duas primeiras empresas têm ou já tiveram alguma ligação com o Paço Municipal.

A Sobrado Cons­trução é ligada à Tecpav — empresa contratada pela Prefeitura para locação de veículos, como caminhões compactadores para a coleta de lixo urbano; e a GAE foi a empresa responsável pela construção dos viadutos que passam pela Marginal Botafogo e Rua 88, no Setor Sul. As obras tiveram certa polêmica, visto que chegaram a ser paralisadas por falta de pagamento.

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