Paulo da Farmácia: “Querem acabar com o Bloco Moderado”

Líder do grupo afirma que há ação conjunta do Paço Municipal e da base aliada para derrubar ele e os três colegas: Zander Fábio, Divino Rodrigues e Bernardo do Cais

Paulo da Farmácia (à direita) com o parceiro de Bloco e partido, DIvino Rodrigues | Foto: Alberto Maia/Câmara de Vereadores

Paulo da Farmácia (à direita) com o parceiro de Bloco e partido, Divino Rodrigues | Foto: Alberto Maia/Câmara de Vereadores

O Bloco Moderado na Câmara de Vereadores de Goiânia está na mira do Paço Municipal e da base aliada ao prefeito Paulo Garcia (PT). “Querem acabar com o grupo desde quando nos juntamos, no início deste mandato”, disse o líder do bloco, Paulo da Farmácia, ao Jornal Opção Online nesta quinta-feira (12/2). E a situação é recorrente, segundo ele.

Ressaltando que essa é a primeira vez que um grupo que se diz independente emplaca na Casa, o parlamentar destaca que o Poder Executivo não concorda com a ação do Bloco. “Porque acham que temos que ter bloco do próprio partido [Pros]. Mas temos mais força”, pontuou.

Formado também por Zander Fábio (PSL), Divino Rodrigues (Pros) e Bernardo Cais (PSC), o grupo é o diferencial em votações de projetos polêmicos. O que ficou provado nas derrotas da prefeitura na proposta de reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU/ITU) e na eleição da mesa diretora da Câmara.

Wellington Peixoto é outro representante do Pros, que votou em conjunto com o Bloco na derrubada do aumento do tributo.

Titular da Secretaria de Trabalho, Indústria, Comércio e Serviços (Semic), Giovanny Bueno representa o Pros na gestão petista. Em entrevista, ele criticou a atuação dos quatro vereadores, mas acredita que o partido continuará apoiando Paulo Garcia. “Não existe bloco parlamentar. Isso é pequi: só pega em Goiânia, Goiás. Daqui a pouco vão querer mudar o regimento interno da Câmara e eleger um representante.”

Reforma administrativa

Sobre a reforma administrativa anunciada na quarta-feira pela Paço Municipal, Paulo da Farmácia relata que não houve convite formal para que o Bloco e o Pros compusessem com a nova estrutura do município. “Mas se houver chamado para alguma secretaria e for de nosso interesse, vamos negociar.”

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