Paulo Cezar e Nailton Oliveira entram na disputa pela presidência

Apesar de os dois apresentarem seus nomes para presidir o partido em Goiás, José Nelto defende que chapa deve ser formada por Pedro Chaves e Íris de Araújo

Deputado Paulo Cezar Martins e ex-prefeito Nailton Oliveira se apresentaram como candidatos ao cargo de presidente estadual do PMDB | Fotos: Marcos Kennedy/Alego e Alexandre Parrode

Deputado Paulo Cezar Martins e ex-prefeito Nailton Oliveira se apresentaram como candidatos ao cargo de presidente estadual do PMDB | Fotos: Marcos Kennedy/Alego e Alexandre Parrode

Após a recusa do ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende na tarde desta segunda-feira (11/1) ao convite para ser o candidato a presidente do Diretório Estadual do PMDB, feita pelas bancadas de deputados federais e estaduais do partido, a disputa voltou a ficar aberta na sigla goiana.

Dois filiados saíram da reunião, realizada no escritório político de Iris por cerca de duas horas, decididos a assumirem a presidência do Diretório Estadual do PMDB. São eles o deputado estadual Paulo Cezar Martins e o ex-prefeito de Bom Jardim de Goiás Nailton Oliveira.

“Já estamos há algum tempo conversando para fazer uma chapa municipalista, para fazer a oxigenação, a mudança”, defendeu Paulo Cezar após a decisão de Iris em não disputar a presidência do partido em Goiás. Segundo o deputado, o ex-prefeito de Goiânia tomou uma decisão “madura” para abrir espaço a novos nomes na direção da sigla.

Para o Nailton Oliveira, que se apresentou como opção para o diretório estadual em 2015, a busca é para fortalecer o partido não só na capital. “O PMDB perdeu realmente a sintonia com o interior. E eu quero juntar todos os líderes de Goiás para tentar eleger o maior número de prefeitos e vereadores agora em 2016.”

Eventual racha

Tanto Paulo Cezar quanto Nailton dizem que a decisão de Iris em não aceitar o convite para presidir o diretório estadual não enfraquece ou divide o PMDB. “É mais um motivo para dar liberdade para as pessoas”, afirmou o ex-prefeito de Bom Jardim.

Segundo o deputado, o ex-prefeito de Goiânia nunca mandou no partido. “Ninguém é dono do PMDB.” Para Paulo Cezar, Iris tem uma “posição estabelecida” da liderança dele no partido, mas o momento não é de discutir quem é o candidato a prefeito em Goiânia.

Outra proposta

“O nome hoje bom para ser o consenso no PMDB seria o nome de Pedro Chaves (deputado federal e presidente da comissão provisória estadual) para presidente do PMDB e Dona Íris (ex-deputada federa Íris de Araújo) vice-presidente.” A declaração é do deputado estadual José Nelto.

Para José Nelto, são dois nomes que “agradariam muito” o partido em todo o Estado. O deputado, que era um dos candidatos na eleição que não aconteceu em outubro de 2015, não se considera no momento candidato ao diretório estadual.

“Não aceitando Pedro Chaves e nem Dona Íris, eu acredito que o partido terá uma disputa. A disputa é democrática. Faz parte do próprio nome do PMDB – Partido do Movimento Democrático”, declarou José Nelto. Para ele, o partido “não pode pensar pequeno” e precisa se fortalecer para governar o Estado.

Sobre Iris ser ou não candidato a prefeito de Goiânia, José Nelto afirmou que o ex-prefeito não deixou qualquer certeza sobre o assunto, mas que ele não corre de disputas eleitorais.

“Nós não sabemos o que passa na cabeça do ex-governador, do ex-prefeito Iris Rezende Machado. Agora se ele queira ser candidato a prefeito de Goiânia, ele terá que definir agora até o mês de abril”, pontuou José Nelto.

Daniel Vilela?

O deputado federal Daniel Vilela, que não participou da reunião com Iris, era candidato a presidente do diretório estadual no ano passado, mas ainda não se sabe se ele vai disputar novamente o cargo na sigla goiana.

De acordo com seu pai, o prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela, “o partido vai sair unido, mesmo havendo disputa” pela presidência estadual. “Não sei. Ele (Daniel) demonstrou interesse em um determinado momento e agora tem que ser consultado novamente.”

Maguito negou que a candidatura de Iris Rezende à Prefeitura de Goiânia tenha sido discutida nas duas horas de reunião na tarde desta segunda. “Ele não se manifestou nem a favor nem contra ser candidato”, foi taxativo o prefeito de Aparecida ao comentar o assunto.

Renovação

O presidente da comissão provisória, o deputado federal Pedro Chaves, disse que a decisão de Iris de não aceitar o convite das bancadas estadual e federal do partido foi uma oportunidade para que haja uma renovação no diretório. “Teremos aí duas ou mais chapas sendo apresentadas.”

De acordo com Pedro Chaves, o prazo para se definir as chapas que disputarão a eleição pela presidência do diretório estadual no dia 5 de fevereiro é de até 48 horas antes do pleito para apresentar oficialmente as chapas.

“Nós vamos buscar o entendimento dentro dessas duas chapas. Se conseguirmos ótimo. Se não, vamos ter uma disputa democrática no dia 5 de fevereiro”, explicou o presidente da comissão provisória.

Eleição de 2015

Segundo Pedro Chaves, a decisão judicial de anular as eleições do diretório estadual em outubro de 2015 aconteceu porque não havia o número mínimo de diretório municipais constituídos para realizar a disputa pela presidência estadual.

“O estatuto do PMDB determina que para que se faça a eleição do diretório estadual são necessários um terço (1/3) de diretórios municipais constituídos. Nós tínhamos apenas pouco mais de 37. Um terço representa hoje 82 diretórios municipais”, explicou Pedro Chaves o que aconteceu quando a eleição foi anulada em 2015.

Participaram da reunião com Iris o deputado federal Pedro Chaves, os deputados estaduais José Nelto, Adib Elias, Paulo Cezar Martins e Bruno Peixoto, o prefeito de Aparecida Maguito Vilela, o vice-prefeito de Goiânia Agenor Mariano e o ex-prefeito de Bom Jardim de Goiás Nailton Oliveira. Do lado de fora, umas da pessoas que aguardava o final da reunião era o vereador Paulinho Graus (PDT).

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