Participantes de audiência defendem criação da Universidade Federal de Jataí

Discussão realizada na cidade na noite de segunda-feira (13/6) mostrou que o desmembramento do campus da cidade da UFG tem apoio de diversos setores

Manifestações durante o evento apoiaram a criação da instituição independente da estrutura da UFG | Foto: Assessoria de Imprensa

Manifestações durante o evento apoiaram a criação da instituição independente da estrutura da UFG | Foto: Assessoria de Imprensa

A criação da Universidade Federal de Jataí (UFJ) foi defendida pelos participantes da audiência pública realizada pela Câmara dos Deputados e Universidade Federal de Goiás (UFG) a pedido do deputado federal Daniel Vilela (PMDB) na noite de segunda-feira (13/6) na cidade. O desmembramento do campus de Jataí da estrutura da UFG, existente há 36 anos, recebeu apoio dos participantes da reunião.

Com a participação do prefeito de Jataí, Humberto Machado (PMDB), do reitor da UFG, Orlando Amaral, do diretor regional da instituição na cidade, Alessandro Martins, comunidade acadêmica, políticos e população, o Projeto de Lei número 5.275 de 2016 (PL 5.275/16), de autoria do governo federal e que tem Daniel Vilela como relator, foi explicado na audiência.

O tema foi tratado com uma espécie de emancipação do campus de Jataí, que tem a possibilidade de atingir sua independência. Autor do pedido de desmembramento das unidades, Daniel Vilela afirmou que a decisão será importante para a unidade.

“Explicamos como funciona o trâmite no Congresso Nacional e o os motivos pelos quais acreditamos que o desmembramento vai ser benéfico para a comunidade local. Fiquei feliz em ver que os presentes apoiaram a iniciativa de forma foi unânime.”

Para o reitor da UFG, a independência da unidade de Jataí como estrutura própria, é importante. “A criação dessa universidade é mais um passo no trabalho de qualificação da educação em Goiás. Não tenho dúvidas que a região terá condições muito melhores a partir da criação da universidade.”

Orlando Amaral explicou aos presentes que o Ministério da Educação (MEC), na criação da Universidade Federal de Jataí, após aprovação e sancionamento da lei de fundação da UFJ, indicará uma instituição tutora para acompanhar o processo de desmembramento, que geralmente é a atual universidade à qual o campus pertence.

Alessandro Martins, do campus da UFG em Jataí, disse que não haverá rompimento com a UFG, mas é a oportunidade do “filho que cresceu” caminhar com as próprias pernas. Hoje a unidade de Jataí tem 25 cursos, 3,270 alunos, seis pós-graduações, um deles de mestrado, e “grandes dimensões” em seu campus.

“Se já fossemos uma universidade, teríamos cinco das universidades federais já criadas abaixo de nós”, declarou Alessandro. Para Daniel, a estrutura do campus de Jataí mostra que a unidade já vive como uma universidade independente.

“A transformação já está acontecendo. Há uma escola particular interessada em se instalar em Jataí porque sabe que aqui tem muitos doutores, por causa da universidade”, disse o prefeito da cidade. De acordo com Humberto Machado, é preciso conversar com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles para que seja garantido o orçamento necessário para manter os custo da UFJ a partir de sua criação.

O custo inicial da UFJ, segundo o reitor da UFG, será de R$ 7,5 milhões anuais. “Isso representa 2% do orçamento da UFG. É muito pouco para o benefício que essas duas instituições vão gerar para as regiões onde estão”, declarou Orlando.

“Estamos num momento de discussão orçamentária. Estou acompanhando e conversando para ver o melhor momento de apreciar o projeto na Câmara. E é importante que todos conversem com os senadores para garantir sucesso também naquela Casa”, explicou o deputado.

Novas vagas

Os professores presentes na audiência manifestaram apoio ao projeto de desmembramento da unidade da estrutura da UFG. “Tínhamos que ir a outros municípios todos os dias. Como jataiense, digo: merecemos esta universidade”, disse Eliana Moraes.

Servidores e representantes de sindicatos mostraram preocupação com a manutenção dos cargos, além da criação de outras vagas. O deputado federal disse que o PL contempla a novos postos de trabalho na estrutura da UFJ nas áreas técnicas e administrativas. Para Daniel Vilela, há a possibilidade de se apresentar emendas para propor a abertura de vagas para professores, que deve ser avaliado pelo momento econômico nacional.

O presidente da Câmara Municipal de Jataí, Marcos Antonio (PDT) relatou a luta da população de Jataí para que a universidade passe a ter o nome da cidade. Já Francisco Almeida, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), disse ser importante criar a nova instituição a partir do desmembramento da estrutura da UFG.

Um ofício foi entregue por vereadores de Chapadão do Céu, cidade da região Sudoeste de Goiás que fica a 164 quilômetros de Jataí, manifesta apoio à criação da UFJ e pede a instalação de um curso de extensão em Chapadão do Céu.

“Isso mostra que toda a região está envolvida no processo e que a maioria é favorável ao desmembramento e criação. Estou otimista e certo de que vai representar grande avanço para toda a região Sudoeste”, avaliou Daniel. (Com informações da Assessoria de Imprensa do deputado federal Daniel Vilela)

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