Parte dos pacientes do Hospital Araújo Jorge segue sem sessões de radioterapia

Tratamento foi interrompido porque uma das máquinas tem apresentado problemas recorrentes. Equipamento está em uso há 28 anos

Permanece sem solução o problema que atinge parte dos pacientes com câncer do Hospital Araújo Jorge em tratamento de radioterapia. Desde a segunda-feira da semana passada, dia 18, um dos três equipamentos da unidade está quebrado, fazendo com que muitos pacientes interrompam o tratamento radioterápico e, em alguns casos, acabe por atrasar também a continuidade do tratamento de quimioterapia. Esta é a segunda vez este mês que o aparelho fica inoperante, sendo que na primeira ocasião a interrupção de atendimentos foi de três dias.

Procurada pelo Jornal Opção Online na última sexta-feira (22/8), a assessoria de imprensa da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG) admitiu a situação e informou que no mesmo dia os atendimentos seriam retomados, pois as medidas para o conserto da máquina já haviam sido tomadas. Todavia, na manhã desta segunda-feira (25), nova nota foi enviada à reportagem informando que o aparelho segue em manutenção, com previsão de solução entre hoje ou terça-feira (26). Dessa forma, o tratamento dos pacientes atingidos será atrasado em mais de uma semana.

Tanto na nota enviada na semana passada como na atual, a ACCG ressalta que a unidade possui três aparelhos aceleradores lineares, sendo que o que se encontra em manutenção, o ALX2, está em uso há 28 anos e por isso tem apresentando falhas de operação, devido à grande demanda. A assessoria de imprensa informa que esta mesma máquina está em fase de substituição por outra mais moderna, ressaltando que a “aquisição que só foi possível graças à ajuda do Tribunal de Justiça de Goiás”, pois o ACCG é uma instituição filantrópica.

O setor de radioterapia do Hospital Araújo Jorge atende em média 350 pessoas diariamente, em três turnos, inclusive de madrugada, por conta da lentidão das máquinas, com os equipamentos funcionando em capacidade máxima.

Pacientes têm reclamado da demora na solução do problema, porque vão até o hospital, que fica no Setor Universitário, e retornam para casa sem realizar a sessão, pois não são avisados com antecedência de que a máquina não foi consertada.

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