Parque do Cerrado será construído a partir de projeto colaborativo

Workshop realizado na última terça-feira (24) deu início ao processo que acontecerá na capital pela primeira vez

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Lançamento do projeto colaborativo que construirá o Parque do Cerrado | Foto: reprodução

O Parque do Cerrado, que deverá ser o maior de Goiânia com 706 mil metros quadrados, começou a sair do papel. O projeto criado pela Lei nº 9,360/2013 foi tema do Workshop Parque do Cerrado, um evento que contou com representantes da prefeitura, representantes de associações de bairro, dirigentes de organizações e entidades ligadas a urbanismo e meio ambiente.

O encontro realizado no Paço Municipal serviu para apresentar a proposta colaborativa à comunidade e determinar as próximas etapas do projeto. O arquiteto paisagista Guilherme Takeda, do Rio Grande do Sul, que possui trabalhos em 23 Estados do país, foi convidado para conduzir as oficinas colaborativas, metodologia já aplicada por ele em outras cidades.

Takeda explicou que a ideia foi inspirada em métodos similares criados no exterior, batizada como “Projeto Charrette”.  “Esta é uma construção coletiva de um projeto. O parque é para a comunidade, então, nada mais justo que ela participe de sua formatação. Iremos reunir as melhores ideias e transcrevê-las de forma técnica em um projeto de arquitetura e urbanismo”, afirmou.

Como pasta pública que administra os parques, a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) irá coordenar o processo junto com Guilherme Takeda. Segundo o arquiteto da agência responsável que também integra a comissão organizadora do workshop, Giovanni Borges, a ideia é desenvolver um projeto geral com toda definição do parque, sendo que uma parte da área já será detalhada, orçada e executada.  “Por hora, sabemos que esta primeira parte terá uma área próxima a do Parque Vaca Brava”, informa.

Para Borges, a iniciativa é algo inédito e positivo para a Prefeitura de Goiânia, assim como para a população. “Temos uma boa expectativa em relação à participação popular, já que opinar em equipamento de uso urbano é uma atitude cidadã.  A iniciativa contempla também o nosso ideal democrático”, diz Giovanni.

O processo incluirá ainda outros dois encontros de trabalhos práticos em março e um encontro final de apresentação do projeto colaborativo concluído.

“Ainda, faz parte do plano inserir a criação da logo do parque nesse processo de produção coletiva durante a oficina. A intenção é valorizar a participação popular, nossa cultura e ressaltar o bioma Cerrado”, sublinhou Takeda.

*Com informações da assessoria do Workshop Parque do Cerrado

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