Parlamentares goianos avaliam “vazio” deixado por nomes como Maguito, Iris e Marconi

Senadores Jorge Kajuru e Luiz do Carmo, deputada Adriana Accorsi e vereador Lucas Kitão comentam caminhos da política em Goiás e nomes promissores da nova geração

Vereador Lucas Kitão, deputada Adriana Accorsi, senador Jorge Kajuru e senador Luiz do Carmo | Fotos: Jornal Opção e reproduções

A política em Goiás despediu-se em 2020 de dois ilustres protagonistas, Iris Rezende, que anunciou sua aposentadoria da vida pública, e Maguito Vilela, que perdeu a vida após ser acometido pela Covid-19. Ambos exerceram inúmeros cargos políticos de expressão e traçaram uma trajetória exitosa que inspira as novas gerações.

Outro nome de peso que está fora — ainda que momentaneamente — da política goiana é Marconi Perillo. Sua trajetória marcou a história recente de Goiás com uma ascensão meteórica que o levou ainda jovem ao governo do Estado, cargo que ocupou quatro vezes até que, em 2018, perdeu a eleição para senador, cargo que já tinha ocupado outrora.

Apesar de sua volta à política ser dada como certa, atualmente Marconi está fora do jogo político e, assim como Maguito e Iris, deixa um espaço a ser ocupado pelas novas gerações. Para entender como fica a política sem esses nomes, o Jornal Opção conversou com políticos goianos sobre o surgimento de novas lideranças com o peso dos emedebistas e do tucano.

O vereador Lucas Kitão (PSL) afirma que a sua geração é inspirada por líderes como Maguito, que deixaram um legado da boa política. “Inspiração para essa nossa geração”, afirma o vereador. Segundo Lucas, a tendência é que surjam novos líderes para ocupar esses espaços, e que sua geração faça a transformação que o povo espera na política. “Trabalho para isso”, dispara.

Ainda de acordo com o jovem político, essa mudança já está acontecendo, e deve se estender a todos os ramos. “Acredito que, além da política, os meios artístico, empresarial e judiciário, por exemplo, sejam impactados.”

Marco na política

Para a deputada estadual Adriana Accorsi (PT), a saída de cena de nomes tradicionais como Iris Rezende (MDB) e Marconi Perillo (PSDB) é um marco na história da política de Goiás. Ela aponta que é natural que aconteçam mudanças e que vê espaço para o surgimento de novos líderes.

“Acredito nisso e modestamente me incluo, mas acredito sim em novos líderes. Destaco o prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha, e muitos outros. E espero que isso represente também uma transformação na política, que seja cada vez mais transparente, mais ver verdadeira, mais próxima das pessoas”, diz Adriana.

A parlamentar defende que os líderes sejam cada vez mais próximos da população e distantes da corrupção, personalismo e egoísmo. “Vejo como lamentável um fato que está acontecendo hoje no Brasil e inclusive em Goiás, segundo denúncias, de políticos e filhos de políticos furando a fila de vacinação da Covid-19. Isso é uma demonstração de falta de ética muito grande e representa a velha política”, relata Accorsi, ao citar um exemplo do que precisa mudar.  

Fica um vazio muito grande

Na avaliação do senador Jorge Kajuru (Cidadania), Goiás vai sentir muita falta de Maguito Vilela, um político que mostrou o seu valor. “Foi um governador limpo, não tem história dele ser bilionário, ter dinheiro no exterior, nada disso. A morte dele eu lamento muito, já a morte política de Iris e Marconi me traz alívio”, dispara o parlamentar, ao frisar que ambos ainda podem voltar à ativa.

O senador afirma que enriquecer com salário de político é algo impossível e que, por isso, em sua visão, o patrimônio dos dois políticos, Iris e Marconi, é incompatível com a trajetória dos gestores. Sobre o cenário político atual, Kajuru destaca que Ronaldo Caiado (DEM) ainda tem muito a fazer.

“Além do Caiado, do outro lado temos um jovem que evoluiu, cresceu e apendeu demais que é o Daniel Vilela. Mas é só, Goiás não tem mais nada”, defende o senador. “O Vanderlan nunca ganhou uma eleição para o Executivo e está execrado politicamente. Enfim não temos a expectativa de grandes nomes”, avalia.

“Precisamos e não temos, o vazio é muito grande e muito disso se deve ao fato de que tanto Marconi como Iris não deixaram as lideranças crescerem. O Iris não deixou nem mesmo o Maguito subir, como na fatídica eleição em que perdeu para o Marconi e o Maguito era favorito”, diz Jorge Kajuru. Ele lembra que o emedebista, por sua vez, fez uma liderança que é o Gustavo Mendanha.

Novas lideranças

O senador Luiz do Carmo (MDB) argumenta que Goiás conta hoje com grandes lideranças que têm e terão toda capacidade de contribuir para o desenvolvimento do Estado.

“Sem sombra de dúvida esses nomes são e foram muito relevantes na política de Goiás, o Iris por exemplo já declarou que continuará como conselheiro e isso demonstra que isso contribuirá muito com formação e desenvolvimento de novas lideranças”, diz o senador.

“Poderia citar vários nomes aqui como o de Daniel Vilela, por exemplo, que com toda certeza vai assumir posição de protagonista no cenário goiano. Por isso lhe afirmo que espero o melhor da política goiana”, encerra Luiz do Carmo.

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