Paralisação PC: “Somos diferentes e queremos ser tratados de forma diferente”, diz presidente do Sinpol

Paulo Sérgio garante que a classe policial não quer privilégios, apenas reconhecimento de seus direitos

Foto: Reprodução

Policiais civis de todo o País estão com as atividades paradas nesta segunda-feira, 13. O motivo é o repúdio ao texto da Proposta de Emenda Constitucional – PEC 6/2019, do governo federal, que institui a Reforma da Previdência. A decisão foi tomada pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) e a União dos Policiais do Brasil (UPB),

As entidades foram orientadas para que, no período das 13 às 18 horas, todos os policiais civis se concentrem na Central de Flagrantes correspondente à sua Delegacia Regional. Em Goiânia, a concentração será na Central de Flagrantes da Cidade Jardim, ao lado das delegacias especializadas.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol), Paulo Sérgio Alves de Araújo, falou ao Jornal Opção que a orientação é que, nestas cinco horas, nenhuma atividade seja executada, mas reforçou que a escolha desse dia e horário foi justamente para não impactar muito a sociedade.

Para Paulo Sérgio, o objetivo da paralisação não é mostrar que os policiais querem privilégios, mas sim a garantia de seus direitos. Segundo ele, as forças de segurança, com exceção dos militares, perdem muito com a reforma. E garante que em todo o mundo, é reconhecido o direito de se aposentar de forma diferenciada em função dos riscos oferecidos pela profissão. Entretanto, de acordo com o novo texto da Previdência, a classe será prejudicada.

O presidente alega que até então, os policiais civis, policiais federais e policiais rodoviários federais não têm idade mínima para se aposentar, basta o cumprimento de 30 anos de serviço nas forças policiais para os homens, e 25 para as mulheres. “Não podemos permitir que isso (mudanças na Previdência) aconteça no Brasil, nós já não temos direito a greves, horas extras, nem adicional noturno como os trabalhadores comuns, trabalhamos 24 horas por dia”, declarou.

Paulo Sérgio disse ainda: “Quando trabalhamos 30 anos, equivale a 40 anos de um trabalhador comum, isto porque somos obrigados a trabalhar mesmo de folga, sob pena de prevaricação. Somos diferentes e queremos ser tratados de forma diferente”.

O presidente reforçou que o protesto é contra o que o governo quer fazer com quem luta contra a violência no país. E disse ainda, que está agendada uma nova manifestação em Brasília, no próximo dia 21. “Só queremos ser tratados e respeitados pela nossa profissão”, concluiu.

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