Para SES “é totalmente impraticável arcar, em tão pouco tempo, com dívidas de anos”

AGM alerta que dívida do Estado relativa à Saúde já ultrapassa R$ 150 milhões

Após encontro com o superintendente de Gestão, Planejamento e Finanças da Secretaria de Estado da Saúde, Luiz Domingues Marques, para discutir os débitos relativos a repasses estaduais que não foram destinados aos municípios goianos, o presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM), Paulo Sérgio de Rezende, disse a prestação de serviços de saúde nos munícipios está comprometida.

Na reunião, o superintendente informou que a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) ainda não dispõe de meios para quitar os débitos da contrapartida do Estado com os municípios no valor de aproximadamente R$ 150 milhões. Em relação a 2019, ele se comprometeu a quitar o mês de janeiro em no máximo 10 dias.

A AGM explicou que irá solicitar uma audiência com o secretário Ismael Alexandrino Júnior, na esperança de uma solução para a questão, pois sem esses repasses, que são constitucionais, é impossível a continuidade dos serviços de saúde prestados pelos municípios.

Outro lado

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou ao Jornal Opção que trabalha para manter os repasses ordinários, ou seja, aqueles que se referem ao ano de 2019, aos municípios. Os valores serão pagos no mês subsequente, como o de janeiro, por exemplo, que será realizado ainda em fevereiro.

Em relação aos débitos herdados, a SES-GO afirma que “é totalmente impraticável arcar, em tão pouco tempo, com dívidas de meses ou anos, apesar de todo empenho para angariar recursos junto ao governo federal, a fim de reequilibrar as finanças ao longo desta gestão”.

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