Para Sebba, incentivos fiscais são políticas de Estado e não de partido

Segundo parlamentar, esses benefícios já eram fornecidos em gestão anteriores ao PSDB e, por isso, não seria pauta partidária

O deputado Gustavo Sebba (PSDB) aproveitou o pequeno expediente da Assembleia para, mais uma vez, tratar sobre o tema “incentivos fiscais”. Segundo ele, Goiás depende dessa política, que é, para ele, de Estado e não de partido.

O peessedebista destacou que os benefícios são concedidos desde os anos 1970, por uma política implantada pelo ex-governador de Goiás, Leonino Caiado [geriu de 1971 a 1975]. Segundo Sebba, Leonino foi o primeiro a criar uma lei de incentivos fiscais, o que fez com que Goiás começasse a competir com outros Estados. “A lei dava desconto em impostos”, explicou.

Além dele, o deputado citou Irapuan Costa Júnior, com a criação do distrito industrial de Anápolis; Iris Rezende (MDB), que criou o Fomentar, com vistas para o desenvolvimento; e depois Marconi, com o Produzir, em 2000. “Não interessa o partido, há um ponto de convergência: Goiás depende de incentivos”, afirmou Sebba.

Segundo o parlamentar, para que Goiás se desenvolva é necessário gerar oportunidades, emprego e atrair indústrias. “Falei de vários outros governos que seguiam e essa linha e hoje estamos perdendo, porque o governador Caiado não quer manter [essa linha]”, afirmou.

Líder do governo

O líder do governo, Bruno Peixoto (MDB), afirmou que a administração estadual é, sim, favorável aos incentivos fiscais. “O que não se pode é dar o recurso público dos goianos aos empresários, sem contrapartida”, defendeu. “Tem que ter o meio termo”.

Peixoto ainda acusou que os governos apoiados por Sebba, de Marconi Perillo e José Eliton (PSDB), forneceram recursos que seriam destinados para escolas e, inclusive, para o pagamento do 13º de dezembro. “Nesse mês, boa parte dos salários de dezembro serão pagos [pela administração atual]”, rebateu.

Por fim, Bruno disse, novamente, que incentivos são importantes, mas “com limite, prudência, com responsabilidade e respeito ao erário. Os empresários precisam compreender que a população também precisa ser acolhida”.

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