Para reitor da UFG, projeto de lei com recomposição do orçamento seria a única saída para as universidades federais

Em fala na Câmara Municipal de Goiânia, Edward Madureira falou dos cortes e apontou que as instituições necessitam de pelo menos R$1 bilhão para sobreviver

Edward Madureira na Câmara Municipal de Goiânia | Foto: Divulgação

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, falou na Tribuna Livre da Sessão Plenária da Câmara Municipal de Goiânia na última quinta-feira, 27, sobre a situação orçamentária da instituição. Ele havia sido convidado pelos vereadores Anselmo Pereira, Aava Santiago e Mauro Rubem.

Durante seu discurso, o reitor comparou as despesas discricionárias de 2014, quando somavam R$7,4 bilhões para as 63 universidades federais existentes à época, com 2020, quando caiu para R$5,3 bilhões. Agora, em 2021, o montante totaliza R$4,3 bilhões. Madureira acredita que a única solução neste momento seria uma recomposição do orçamento das universidades por meio de projeto de lei, destinando ao menos R$1 bilhão para as instituições.

“Se atualizarmos o valor de 2014 para 2021 corrigido pelo IPCA, estaríamos falando nesse ano de R$ 10,7 bilhões para as universidades federais, e a gente tem R$ 4,3 bilhões”, afirmou o reitor.

Ele ainda comparou as despesas da UFG nestes mesmos períodos. Em 2014, eram R$96 milhões de despesas discricionárias. Em 2020, foram reduzidas para R$69 milhões e, agora, em 2021, R$56 milhões. “Voltando ao orçamento de 2014, corrigindo, a UFG deveria ter R$ 136 milhões”, projetou.

De acordo com o reitor, a universidade segue funcionando, mesmo com cortes de manutenção predial, segurança, limpeza e acessibilidade. Para ele, o corte atinge diretamente estudantes que necessitam de bolsas para continuarem os estudos.

“Com esses R$ 4,3 bilhões, os cortes chegam às bolsas de milhares de estudantes que, sem o apoio, não têm como estudar”, disse.

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