Para petistas, rejeição de Dilma é momentânea e pode ser revertida

Oposição não ter aceitado os resultados da eleição seria fator decisivo para queda na popularidade da presidente

Petistas avaliam que até o fim do ano, aprovação do governo deve voltar a subir | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção e Marcos Kennedy/Assembleia Legislativa

Petistas avaliam que até o fim do ano, aprovação do governo deve voltar a subir | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção e Marcos Kennedy/Assembleia Legislativa

A última pesquisa Ibope de avaliação do governo Dilma Rousseff (PT) foi divulgada na última quarta-feira (1º/4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e mostrou, mais uma vez, um resultado desfavorável à presidente. Apenas 12% dos entrevistados classificaram o governo como “bom/ótimo”, enquanto 64% consideram a atual administração “ruim” ou “péssima”.

Procurados pelo Jornal Opção Online, nomes do partido em Goiás avaliaram que a situação é um retrato do momento atual que é de crise, mas que é possível que a imagem da presidente se restabeleça.

Para o ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide, no final deste ano já deve haver uma recuperação, desde que o governo adote algumas medidas como projeto de ajuste fiscal, aproximação com a sociedade e manutenção dos compromissos com as políticas sociais.

A aproximação com a sociedade também foi destacada pelo deputado estadual Luis Cesar Bueno. De acordo com o parlamentar, quando a presidente visita os estados e lança obras e, principalmente, anuncia o que está sendo feito, já contribui para a recuperação de sua imagem.

O presidente do PT em Goiás, Ceser Donisete ressaltou que essa pesquisa reflete apenas um momento e informou que já há um planejamento do partido para recuperar a imagem.

Motivos da crise

Quanto às razões que levaram à atual crise na imagem do governo, os entrevistados afirmaram que o atual momento político e econômico é uma das principais causas da má-avaliação da presidente, mas ressaltaram que o Brasil não é o único país a enfrentar esse problema.

“Eu acho que esse é um momento político e econômico que é difícil, não só no Brasil, mas conjunturalmente em todo o mundo. Essa dificuldade econômica já era real quando o presidente Lula assumiu, mas ele conseguiu contornar”, explicou Gomide.

Luis Cesar Bueno acrescentou que, mesmo com a crise, o governo ainda conseguiu manter a geração de emprego, o que é muito positivo e destacou outro fator que julga importante para o atual cenário: a oposição não teria, até hoje, aceitado o resultado das eleições. “Os tucanos não desceram do palanque. O senador Aécio Neves ainda acha que está no terceiro turno.”

Opinião compartilhada por Ceser Donisete que defendeu que “aqueles que achavam que tinham ganhado as eleições ainda não entenderam que vivemos em um País democrático. Não tem como todos ganharem, às vezes ganham os que não agradam a todos”.

Além disso, o presidente estadual do partido afirmou que não é só a esfera federal que enfrenta dificuldades, mas muitas vezes os problemas estaduais e municipais acabam sendo repassados para a presidência. “Transformar todo e qualquer problema de governo municipal e estadual como sendo da União complica a situação. E os ataques que recebemos são injustificáveis”.

Paulo Garcia

Questionados sobre a baixa popularidade da gestão do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), o ex-prefeito de Anápolis e Luis Cesar Bueno destacaram que já estão sendo tomadas medidas para reverter a situação.

Antônio Gomide explicou que assim como o governador Marconi Perillo (PSDB), o prefeito vem realizando mudanças administrativas necessárias para diminuir o aperto que estão sendo aprovadas na Câmara Municipal.

Já o deputado estadual defendeu que a recuperação de imagem de Paulo Garcia deve passar por uma agenda de comunicação positiva, o que já começou a ser feito. “Ele começou a fazer isso, divulgar os resultados dos seus trabalhos e está fazendo com que os projetos aconteçam.”

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Epaminondas

Quero cumprimentar os políticos acima, pois é raro ver tamanha fidelidade partidária: Se o PT está cego, eles também estão.

A falta de prestígio de Dilma tem como único culpado: Dilma. Estelionato eleitoral e o assombro do Petrolão bastaram para que sua aprovação fosse menor ainda que do Sarney e Collor.

E como a Dilma e o PT não conseguem consertar o que levaram 13 anos destruindo, o que dá pra salvar é a “imagem”.