Paulo Garcia: impeachment foi tentativa de golpe e professores não têm o que reivindicar

Citações do prefeito vieram nesta manhã durante fala a jornalistas. Proposta para análise de protocolo foi recusada durante sessão de terça-feira na Câmara de Vereadores

Ao lado do vice-prefeito Agenor Mariano, prefeito só fez discurso e não respondeu questionamentos da imprensa |  Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

Ao lado do vice-prefeito Agenor Mariano, prefeito só fez discurso e não respondeu questionamentos da imprensa |  Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

O prefeito Paulo Garcia (PT) chamou de “tentativa de golpe” o protocolo que pretendia instalar a comissão processante para analisar o pedido de impeachment de seu mandato, rejeitado na Câmara de Vereadores nesta terça-feira (10/6). A situação gerou uma indignação “quase que insuperável” para ele por conta da irresponsabilidade, segundo falou durante pronunciamento manhã desta quarta-feira (11/6), no sexto andar do Paço Municipal.

Em discurso de pouco mais de 30 minutos, o petista avaliou que tentaram transformar uma crise “puramente financeira” em uma crise institucional em Goiânia. O fato foi considerado por ele como inadmissível. “Isso é tentar tirar proveito político e eleitoral”, ressaltou.

A solicitação foi impetrada por professores da Rede Municipal de Educação ligados ao Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed) e por vereadores da oposição. Após a rejeição da proposta, o plenário da Casa foi ocupado. Paulo Garcia afirmou que o resultado de ontem reflete a falta de fundamentos na solicitação, e não somente a representatividade que o Poder Executivo tem no Legislativo. “Qual ato ilegal, irregular, inidôneo, não republicano que nós tenhamos cometido? Há algo em curso que coloca a minha pessoa ligada pessoalmente a algum ato ilícito? Respondo a processo por desvio de recursos públicos?”, questionou o político.

Ele ainda creditou a iniciativa àqueles que não tiveram sucesso nas últimas eleições e tentaram buscar no “tapetão” a mudança da votação. O prefeito contabilizou que a adesão à greve é pequena, de 12%, e que não há reivindicações salariais por parte dos docentes. Por isso, comentou que o protocolo e a ocupação são atos “oportunistas” de uma minoria.

No entanto, os professores alegam que parte do acordo firmado ao final da greve do ano passado não foi cumprida. A incapacidade de administração e a aplicação incorreta de recursos foram alguns dos motivos que levaram a categoria à paralisação. Na visão de Paulo Garcia, todas as demandas foram atendidas, ressalvadas àquelas que a lei proíbe. Como exemplo, citou o desejo de incorporação de servidores técnicos às carreiras de magistério.

Porém, o documento apresentado por dois integrantes do Simsed no dia 5 de junho não tinha dados básicos. Por exemplo, declarações dos demandantes que comprovassem a situação regular diante à Justiça Eleitoral, cópia do título eleitoral e de que morassem na capital, informações essas que foram omitidas.

Assim como o presidente da Câmara, Clécio Alves (PMDB), havia dito ontem que a ocupação estava prevista, Paulo Garcia confirmou a informação. Para o prefeito, a ação não foi espontânea, mas orquestrada e planejada estrategicamente.

Ao final do pronunciamento, o político adiantou que a indignação gerada à sua gestão com o transtorno será convertida em “ações objetivas”.

Governo estadual

Paulo Garcia aproveitou a oportunidade para relembrar o acordo entre a prefeitura e o governador Marconi Perillo (PSDB) para tentar solucionar a crise no sistema de coleta de lixo na capital. O tucano prometeu o repasse de recursos para a aquisição de novos caminhões compactadores.

No entanto, conforme o prefeito, os recursos ainda não foram repassados. “Mas tenho a convicção de que o montante deve aportar como como foi ofertado pelo governador. Não tenho dúvidas que essa estratégia é séria e responsável por parte do governo e não será nenhuma outra movimentação [política]”, sugeriu.

O petista também teceu análise a respeito de ações em outras áreas, como o repasse da presidência da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) por parte da gestão de Marconi Perillo, a atuação da Guarda Civil em conjunto com a Polícia Militar para minimizar os índices de criminalidade, investimentos na saúde e na mobilidade urbana. Na sequência, voltou a reclamar: “Por isso, nos causa indignação tão profunda atitudes como as promovidas pela oposição na Câmara.”

Os gastos da gestão tucana com propagandas foram criticadas e a Agência de Transporte e Obras Públicas do Estado (Agetop) foi classificada como sendo um quartel-general no discurso. Contudo, Paulo Garcia deixou obscuro o comentário.

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Goiano

Se precisar de um Prefeito pior do que este o Paulo “Gracinha” não serve.