Buscas e apreensões são realizadas neste momento por agentes da Policia Federal. Concessionárias são suspeitas de fraudar documentos para forçar aumento de preço da tarifa

Imagem encaminhada ao Jornal Opção mostra agentes da PF cumprindo mandados de busca e apreensão / Foto: Divulgação PF
Imagem encaminhada ao Jornal Opção mostra agentes da PF cumprindo mandados de busca e apreensão / Foto: Divulgação PF

A Polícia Federal cancelou a coletiva de imprensa marcada para manhã desta quinta-feira, 11, com o objetivo de apresentar detalhes da Operação Infinita Highway. O encontro foi suspenso para garantir a manutenção do sigilo das informações pois agentes da PF cumprem neste momento, mandados de busca e apreensão. Os investigadores contam com o apoio do Tribunal de Contas da União (TCU).

A Operação tem por objetivo desarticular um esquema criminoso voltado ao superfaturamento das tarifas de pedágio nas rodovias federais nos Estados de Goiás, Bahia e Espírito Santo.

Conforme mostrado pelo Jornal Opção, as ações da PF estão sendo realizadas de maneira integrada e simultânea em três diferentes estados e no Distrito Federal. Cerca de 85 policiais federais estão envolvidos e cumprem 16 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e residências dos investigados.

A coletiva contaria com a participação do delegado de Polícia Federal, Charles Gonçalves Lemes; da superintendente regional da Polícia Federal em Goiás, Marcela Rodrigues Vicente e também do delegado de Polícia Federal, Rômulo Teixeira Cavalcante.

Por meio de nota, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) se manifestou para assegurar que “realiza seus trabalhos e toma suas decisões respaldadas em estudos e pareceres técnicos de seus servidores e procuradores jurídicos, dentro da legalidade e lisura, respeitando todos os princípios éticos da administração pública, e em permanente contato com os órgãos de controle”. A Agência diz ainda que “se coloca à disposição das autoridades para os esclarecimentos que se fizerem necessários”.

Entenda o caso

Conforme apurado durante as investigações, empresas concessionárias contratavam a emissão de laudos fraudulentos que atestavam a qualidade das rodovias, evitando assim a aplicação de multas e outras penalidades pela ANTT, responsável pela fiscalização da prestação do serviço.

Também se identificou que, com a anuência da ANTT, uma das concessionárias envolvidas aumentou indevidamente o valor cobrado a título de pedágio, sob a falsa alegação de elevação dos custos de manutenção de rodovias, baseando-se, para isso, em orçamentos fictícios, emitidos por empresas que não existiam.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal da Bahia, do Espírito Santo e de Goiás, e têm por objetivo localizar e apreender provas complementares dos crimes praticados.