Para Maia, reforma Tributária será mais polêmica que a da Previdência no Legislativo

Proposta do governo, que não trataria dos Estados no que diz respeito ao imposto único, não lhe parece eficaz

Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados| Foto: Luciana Lombardi

Para o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), o texto da reforma Tributária será mais difícil de aprovar na Casa que a reforma da Previdência, que já recebeu os dois sim’s do legislativo e federal e que, atualmente, tramita no Senado.

Segundo Maia, o texto do governo, que não trataria dos Estados no que diz respeito ao imposto único, não lhe parece eficaz. “É no Imposto sobre Circulação de Bens e Serviços (ICMS) onde temos maiores problemas. Agora, na reforma tributária teremos atores distintos e os atores da reforma da Previdência trabalhando pela não mudança ou com restrição”.

As opiniões foram dadas por Maia durante a 20ª Conferência Anual do Banco Santander, em São Paulo, em palestra. Ele avaliou, também, que, como muitas empresas pagam menos imposto do que deveriam, a maior resistência às mudanças deve vir, justamente, do setor de serviços.

Estilo CPMF

O democrata também se disse contra o retorno de um imposto nos moldes da CPMF. Esta seria a ideia de Marcos Cintra, secretário especial da Receita Federal. Inclusive, a proposta deste tributo contributivo teria o apoio de lideranças do setor de serviços.

Mas Maia já adiantou que articula com lideranças da Câmara e também com Davi Alcolumbre (DEM-AP), que preside o Senado, a fim de grantir que o imposto único envolva, além dos tributos federais, os municipais e estaduais, como ISS, ICMS, IPI, PIS e Cofins.

O presidente da Câmara, a fim de evitar confusões, diz que é preciso “se concentrar em uma reforma de bens e serviços” que é o que já se tem organizado, “e depois pensar no tema da renda”.

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