Para evitar supergratificações, Comurg deve criar teto de pagamento de quinquênio

Reunião de vereadores com presidente da companhia e representante do sindicato chegou a um consenso sobre o estabelecimento de valor máximo de pagamento

Reunião com presidente da Comurg e do Seacons ocorreu nesta quinta-feira (23) | Foto: Reprodução

Vereadores de Goiânia se reuniram, nesta quinta-feira (23/3) com o presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurg), Dennes Pereira, e representantes do Sindicato dos Empregados nas Empresas de Asseio e Conservação, Limpeza Pública e Ambiental, Coleta de Lixo e Similares do Estado de Goiás (Seacons) para tratar sobre as supergratificações na companhia.

Os presentes entraram em consenso sobre o estabelecimento de um teto para pagamento de quinquênio na Comurg. Os trabalhadores da companhia devem fazer uma assembleia na próxima semana e apresentar uma proposta com valores.

“A ideia é fazer um cálculo do benefício para quem recebe até determinado valor, R$5 mil, por exemplo. E, a partir daí, mudam as porcentagens”, explicou o vereador Elias Vaz (PSB). O parlamentar foi o responsável por denunciar o pagamento de R$ 420 mil em gratificação para 40 servidores da Comurg.

O presidente do Seacons, Rildo Ribeiro de Miranda, admitiu a necessidade de estabelecer regras que permitam um pagamento justo a todos os servidores. “Estamos dispostos a negociar até que a gente a uma proposta que agrade a todos, os trabalhadores, a Comurg e a sociedade goianiense como um todo. O teto parece o melhor caminho”, afirmou.

Elias Vaz havia apresentado uma proposta de calcular o quinquênio apenas sobre o salário base do servidor, porém foi informado que a medida reduziria o benefício de garis e coletores de lixo. “Não queremos tirar o benefício da grande maioria dos servidores, que é baixo. Mas precisamos enfrentar os marajás da Comurg, que acumulam altos salários e quinquênios que chegam a 24 mil por mês. Não dá pra admitir essa situação”, destacou.

O presidente da Comurg ressaltou que não pode cortar os benefícios sob pena de responder por crime, mas explicou que a companhia não consegue sobreviver com uma folha de pagamento tão pesada. “O Sindicato precisa entender a dificuldade que a Comurg enfrenta. Os excessos precisam ser cortados”, defendeu.

Também participaram da reunião os vereadores Zander Fábio (PEN), Izidio Alves (PR), Juarez Lopes (PRTB), Jorge Kajuru (PRP), Priscilla Tejota (PSD), Vinicius Cirqueira (PROS), Kleybe Morais (PSDC), Cabo Senna (PRP), Rogério Cruz (PRB), Paulo Magalhães (PSD), Edson Automóveis (PMN), Gustavo Cruvinel (PV) e Carlin Café (PPS). Todos reafirmaram que não é interesse da Casa fechar a Comurg ou cortar os quinquênios, mas estabelecer regras claras para todos os servidores e não para um grupo pequeno.

 

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