O que se busca através da vacina é reverter essa situação de pandemia para uma endemia. De acordo com secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, segunda onda da doença é esperada na transição entre os meses de dezembro e janeiro

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O secretário de Saúde do Governo de Goiás, Ismael Alexandrino, adiantou ao Jornal Opção que o Estado seguirá o Programa Nacional de Imunização (PNI), traçado pelo Ministério da Saúde (MS), no que diz respeito a recepção e distribuição das primeiras doses da vacina desenvolvida para combate do coronavírus (Covid-19).

A ideia por trás da concentração da logística de distribuição e repasses via Minstério se justifica para que não haja, segundo ele, “distorções” e para garantir que tudo seja conduzido de “maneira central”.

“Nossa previsão e expectativa é de fornecermos as primeiras doses já em janeiro de 2021. Elas serão distribuídas estrategicamente entre funcionários da saúde e idosos, que são os grupos prioritários. Seguiremos o PNI sem adotar qualquer medida isolada. A tendência é que nenhum Estado caminhe de maneira solo e o principio da equidade do SUS [Sistema Único de Saúde] seja respeitado. Não da pra ser diferente. Se estamos falando de imunização, todos os cidadãos devem ter os mesmos direitos”, disse o titular.

Controle

Alexandrino explicou também que a chegada da vacina não é sinônimo da extinção dos casos no Brasil e no mundo. “O que se busca com ela é, na verdade, reverter essa situação de pandemia para uma endemia. Onde teremos um cenário com casos controlados. Esse é o desafio: assumirmos o controle”.

De acordo com o secretário, para que isso aconteça não há a necessidade de toda a população brasileira ser necessariamente vacinada. “Até porquê levaremos em torno de uns 16 meses para contemplar a todos, sem contar os grupos que ainda não foram testados como crianças e gestantes. Ou seja, devemos, sim, focar nos braços prioritários e mais críticos”.

Segunda onda

Sobre a chegada de uma segunda onda no Brasil, essa expectativa é real e, inclusive, esperada pelo secretário. Hoje Goiás conta, segundo ele, com cerca de 49% dos leitos ocupados, o que presenta uma situação relativamente confortável especialmente quando comparada a outros Estados brasileiros.

“No entanto, a tendência é de que nos próximos dias apresentemos um aumento sim [dos casos]. É uma realidade no Brasil. O número de casos vai subir e a nossa estimativa é de que isso aconteça na transição de dezembro para janeiro. expectativa nossa que deve se concretizar na transição de dezembro para janeiro”, pontuou.