Para especialista, Trump tem feito uma “perseguição comercial” com base em “achismos” ao Tik Tok

“Não há qualquer indício de irregularidades por parte do aplicativo que, inclusive, tem mantido suas políticas de privacidade abertas para quem quiser checar suas atividades”, argumentou jurista

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: reprodução)

O presidente Donald Trump deu um novo passo em direção ao banimento do uso do aplicativo Tik Tok nos Estados Unidos. Na última quinta-feira, 6, o presidente americano assinou um decreto que proibirá transações com a ByteDance — responsável pelo aplicativo — por um período de 45 dias, sob o argumento de “urgência nacional”.

Ainda que sem provas robustas, Trump acredita piamente que o aplicativo tem espionado os americanos e coletado informações de interesse do Partido Comunista Chinês. Para o especialista em direito digital, Rafael Maciel, o que tem ocorrido, de fato, é uma “perseguição comercial”.

“Não há qualquer indício de irregularidades por parte do aplicativo. Tanto que ele se encontra em pleno funcionamento na Europa, migou suas atividades recentemente para Irlanda e outros países. Inclusive, tem mantido suas políticas de privacidade abertas para quem quiser checar suas atividades. Ao meu ver, essa história parece mais um jogo de interesses políticos e comerciais”, disse.

O especialista lembrou, ainda, que, historicamente, “quem coletou a maior quantidade de dados de forma obscura foram os Estados Unidos”. Quanto a efetivação das medidas anunciadas pelo presidente americano, Maciel diz acreditar que neste momento trata-se mais de um discurso do que algo efetivo. “Talvez ele até possa tomar medidas mais duras, mas acredito que a suprema Corte casse as decisões que forem tomadas nesse sentido. Ele não pode, com base em achismos, impedir o funcionamento de um produto como esse”.

Por fim, o advogado fez um alerta: “as pessoas andam muito preocupadas com os aplicativos que não pertencem aos grandes players do mercado como Facebook, Instagram e outros. Temos que ter cuidado para não demonizar os menores pois sabemos que os aplicativos que mais coletam dados de seus usuários pertencem exatamente aos grande. Precisamos tomas os devidos cuidados, mas devemos refletir sobre a atuação daqueles que já estão no mercado há muito tempo também”.

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