Para escapar de nova condenação, presos da Lava Jato fazem delação nos EUA

O executivo da Toyo Setal, Augusto de Mendonça, e o lobista Julio Camargo esclareceram detalhes do esquema de corrupção na Petrobrás envolvendo instituições americanas

Fotos: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados (Augusto) e divulgação (Julio)

Delação de Augusto de Mendonça e Julio Camargo inspirou outros presos da Lava Jato, que também buscam acordo | Fotos: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados (Augusto) e divulgação (Julio)

Muitos dos presos da Operação Lava Jato optaram por fazer delação premiada para, ao dar informações sobre o esquema de corrupção na Petrobras, tentar reduzir suas penas na Justiça. E não foi só com as autoridades brasileiras que alguns deles colaboraram: Dois dos presos pelas investigações conseguiram negociar também com a Justiça americana.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, outros estariam tentando fazer o mesmo com o objetivo de evitar condenações em solo americano e garantir que as multas que têm que pagar sejam exclusivamente as aplicadas no Brasil.

O executivo da Toyo Setal, Augusto de Mendonça, e o lobista Julio Camargo, que conseguiram firmar o acordo, foram interrogados pelos americanos sobre detalhes nos esquemas de corrupção que envolviam instituições e dinheiro dos Estados Unidos. As negociações foram feitas depois que o procurado Patrick Strokes afirmou que os que lavaram dinheiro da Petrobras nos EUA seriam processados também por lá e poderiam inclusive ser proibidos de entrar no país.

Além de Augusto e Julio, outros presos da Lava Jato também tentam escapar de penas ainda mais duras com a intervenção da Justiça americana. Entre eles, estariam o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, o ex-diretor da empresa, Nestor Cerveró, o doleiro Alberto Yousseff e a empreiteira Odebretch, que estaria tentando negociar delações não só de Marcelo Odebretch como também de quase 50 outros executivos.

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