Para diretor-executivo da Adial, Estado vive momento de insegurança jurídica com corte em incentivos

Edwal Portilho, o Chequinho, também negou ter recebido deputados para conversas improprias sobre CPI dos Incentivos

Foto: Francisco Costa/Jornal Opção

Durante sua passagem pela CPI dos Incentivos Fiscais, nesta segunda, 26, o diretor-executivo da Adial, Edwal Portilho, o Chequinho, negou ter sido procurado por parlamentares para tratar, de forma imprópria, sobre a comissão, e de ter feito comentários depreciativos sobre a mesma.

“Nunca recebi [parlamentar] e nem procurei nenhum. Nunca participei de nenhuma prática fora da lei”, afirmou ao ser questionado por Talles Barreto (PSDB).

Ao deputado Henrique Arantes (PTB), Chequinho disse que o processo para concessão de incentivo fiscal passa por várias secretarias e órgãos e ainda é auditada pelos técnicos da pasta da Economia anualmente.

Chequinho ressaltou que Goiás vive um momento de insegurança jurídica, uma vez que cerca de 400 mil empregos, da indústria e comércio, são resultado de decréscimo dos últimos quatro anos. “Expansão negativa de 5,1%. Nos últimos 2,5 anos caímos para sexta posição em ambiente de negócio é atualmente estamos na décima, sendo que já fomos a segunda. Há uma crise brasileira, mas para todos os Estados, não só para Goiás”, reclamou das políticas de incentivos de 2015 para cá.

O diretor também reforçou que os incentivos fiscais são uma forma de atrair investimentos, empregos. Apesar de afirmar que está à disposição para contribuir na CPI, ele citou que, de fato, este tipo causa impactos negativos, principalmente quando cita empresas que possui ações na bolsa, que possuem compliance e todo regramento. “Mercado é especulação”, observa.

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