Para despedida de Iris Rezende, público já forma fila em frente ao Palácio das Esmeraldas

População começa a chegar ao velório portando bandeiras e camisetas que estampam o rosto do do emedebista

População chega emocionada para o velório de Íris | Foto: divulgação

Com o velório de Iris Rezende (MDB) previsto para abrir ao público às três e meia da tarde, população começa a chegar em frente ao Palácio das Esmeraldas para garantir seu lugar na fila da despedida do político. O emedebista faleceu na madrugada desta terça-feira, 9, após três meses de tratamento no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo (SP), onde esteve internado desde 31 de agosto.

Chegando um a um ao local, com lágrimas nos olhos, moradores portam bandeiras e camisetas que contam com o rosto e o nome de Iris Rezende. Todos com uma longa trajetória e diversas histórias sobre o Iris para contar. A cantora lírica e professora Ilza da Costa, de 58 anos, foi uma das primeiras a marcar presença no local. Em frente ao Palácio, não poupou fôlego para entoar canções em homenagem ao político que veio a óbito nesta terça-feira.

Para Ilza, que é natural de Aurora, Tocantins, o impacto da morte de Iris, ainda recente, não foi digerido. Isso, porque ele teve grande presença em sua formação e profissão. “Sou professora, prestei o concurso em 1988 e em 1989 fui convocada pra trabalhar. E ele sempre promoveu o bem social, principalmente quanto aos professores. Ele promoveu a estabilidade do funcionário. Ele vai fazer muita falta, é o patrimônio de Goiânia, de Goiás, do Brasil”, diz.

A professora não exitou em mostrar ao Jornal Opção a potência de sua voz, em homenagem ao político, para entoar a Marcha de Élgar. Veja o vídeo:

Emocionada, a aposentada Márcia Sousa, que porta uma bandeira amarrada nas costas, não conteve as lágrimas para falar sobre a importância de Iris em sua vida. “Ele era um pai para nós. A ficha não vai cair tão cedo. Toda vez que ele era candidato, eu tinha prazer de trabalhar para ele”, conta.

Sua justificativa é o fato de considerar Iris “um homem do povo”. “Ele era uma pessoa muito boa, um exemplo de vida nessa terra. Um professor para todos nós, que sempre olhou para o lado dos pobres”, relembra. No entanto, esperançosa pela recuperação do político, ela confessa ainda não ter digerido a informação da morte de Iris.

Já Isolina Barbosa, que é dona de casa, não perdeu tempo: apareceu com uma camiseta feita à mão de uma bandeira estampada com o rosto de Iris. A morte do político, para ela, é determinante, de modo que “seu voto será enterrado junto com o emedebista”.

“Para mim é uma honra vestir uma camisa com o Iris Rezende. Acompanho a política dele há muito tempo, e a partir de hoje não tenho voto mais. Meu voto será enterrado junto com Iris Rezende”, declara a dona de casa.

Isolina e Márcia homenageiam Íris com bandeira e camiseta | Foto: divulgação

Não é diferente para Francisco Américo, de 60 anos, que é servidor público. Sua primeira lembrança com Iris foi quando o viu pela primeira vez, no primeiro mutirão realizado pelo político, em 1982. “Ele fez a diferença na minha vida, exatamente por isso vou acompanhar o velório e o cortejo pra me despedir”, explicou. O legado de Iris, para Francisco, é claro: “amar Goiânia e fazê-la crescer cada vez mais, tornando-a mais bela”.

Francisco Américo lembra a primeira vez que viu Íris em um mutirão | Foto: divulgação

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