Para deputado, não há estudos contundentes que provam que amianto seja cancerígeno

Lucas Calil votou pela autorização na extração e exportação do produto

Foto: Reprodução

Em primeira votação, deputados da Assembleia aprovaram, nesta semana, projeto que autoriza a extração do amianto em Goiás, para fins de exportação. O parlamentar Lucas Calil (PSD) ressaltou sua posição de apoio ao lembrar da importância desse trabalho no município de Minaçu.

“Existe uma recomendação médica na produção do amianto, nas telhas e outros produtos, que seria cancerígeno. Mas vendo estudos, poderia se dizer que não há uma conclusão contundente”.

Para Calil, nesse momento, ao se tomar todas as precauções devidas, é possível comercializar e extrair o amianto.

O autor do projeto, deputado Rubens Marques (Pros) diz que aprovação é importante para Economia do Estado. “A cidade de Minaçu praticamente depende da produção de amianto. Com a Sama fechando [empresa responsável pela extração], são 2 mil desempregados. Já na sexta feira, 24, seriam demitidos 283 funcionários se não aprovássemos hoje”, disse.

Vale destacar que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 2017, pela proibição da produção ou uso de qualquer tipo de amianto no Brasil, devido a suas propriedades cancerígenas. Parlamentares, no entanto, argumentam que decisão prejudica a economia e foi tomada sem base científica.

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