Para deputado, escolas municipais militarizadas são solução para combate à violência

Proposta levaria aos municípios a gestão compartilhada nos moldes dos colégios estaduais da Polícia Militar de Goiás

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O deputado estadual Coronel Adailton (PP) vê a celebração de convênios ou realização de termos de cooperação, com prefeituras interessadas, para a implantação de escolas municipais militarizadas como uma das formas de contar a violência contra educadores, entre alunos e no entorno de unidades de ensino.

“Desde que assumi o mandato de deputado estadual, na minha primeira participação oficial no plenário da Assembleia Legislativa, apresentei um requerimento, dirigido ao senhor governador Ronaldo Caiado (DEM), solicitando a celebração de convênios ou termos de cooperação, com as prefeituras interessadas, para a implantação das escolas municipais militarizadas, com a convocação de policiais e bombeiros militares da reserva, sem nenhum custo adicional para os prefeitos”, afirmou.

Segundo ele, a proposta levaria aos municípios a gestão compartilhada nos moldes dos colégios estaduais da Polícia Militar de Goiás (CEPMGs). “Com a diferença de que a secretaria estadual de Segurança Pública e as secretarias municipais de Educação é que definiriam as atribuições e estabeleceriam os limites da parte disciplinar e pedagógica, para que os valores familiares, a ética, a disciplina, o civismo, a cidadania e o respeito sejam ensinados para as crianças desde a tenra idade, quando ainda podemos reverter certos comportamentos que, com o tempo, tornam-se mais difíceis de ser mudados”.

Violência

Segundo ele, as cenas de violência contra profissionais da educação, alunos e no entorno das unidades de ensino, tem se tornado quase banais, inclusive com casos de porte de armas de fogo ou branca e presença de traficantes e seus prepostos no interior e em volta das escolas. Adailton aponta que, nas unidades com gestão compartilhada, raramente acontecem fatos tão graves, como os apontados.

“Para quem pensa que os militares entram na gestão compartilhada para interferir na ação pedagógica dos professores, digo que há um engano nesta visão. O militar da reserva, quando é convocado para trabalhar, fardado e equipado, numa escola militarizada, recebe treinamento específico e sabe exatamente qual é a sua função no dia a dia da escola. Ele não usurpa o trabalho digno e essencial dos trabalhadores da educação, mas, complementa-o com o que aprendeu em sua carreira, qual seja, disciplina, hierarquia, respeito, amor à pátria, ética, valorização da família enquanto célula da sociedade”.

Vale destacar que o estado já possui algumas escolas municipais militarizadas. Estas estão em Acreúna, Alto Horizonte, Indiara, Quirinópolis e Piranhas. Além disso, conforme observa o deputado, já existem estudos para a implantação em Aragarças, Caiapônia, Doverlândia, Edéia, Maurilândia e Nerópolis.

“Então, por qual motivo o governador ainda resiste em estender um modelo que está dando certo e é tão aguardado por tantas famílias goianas? Penso que está faltando uma maior pressão da sociedade”, atentou o legislador.

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