Para criar ambiente favorável aos abusos, João de Deus fazia “promessas de um mal futuro”, diz promotora

Ministério Público ofereceu nova denúncia contra o médium na manhã desta segunda-feira, 2. As acusações envolvem estupro de vulnerável contra 11 vítimas

Foto: Divulgação

O Ministério Público de Goiás (MPGO) ofereceu nova denúncia contra João Teixeira de Faria, o João de Deus, na manhã desta segunda-feira, 2. Esta é a 11ª denúncia contra o médium. Segundo informações do MPGO, a acusação diz respeito a prática de estupro de vulnerável e envolve 11 vítimas. Do total, sete crimes já estão prescritos. Os outros quatro seguirão para “persecução penal”, segundo a promotoria.

Os atos que não prescreveram ocorreram entre os anos de 1976 a 2008. Os demais entre 2010 e 2016. De acordo com a promotora Renata Caroliny Ribeiro e Silva, todas as vítimas do médium possuíam doenças graves ou familiares nestas condições.

Diante da fragilidade das mulheres, a promotora diz que o modus operandi do médium se repetia: “Além de explorar a vulnerabilidade incita a essas vítimas já que estavam acometidas por doenças muito graves, ele ainda intensificava suas vulnerabilidades fazendo ameaças espirituais como promessas de um mal futuro”. O intuito era intensificar o medo das vítimas. “Tudo para criar um ambiente propício para a pratica dos abusos sexuais”, explica.

Duas das vítimas que supostamente foram abusadas pelo médium entre os anos de 1976 e 2008 tinham, à época, 12 e 14 anos, respectivamente. O MPGO oferece denúncia em representação a mulheres de diferentes localidades como Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Maranhão, Espirito Santo e Distrito Federal.

A defesa do médium foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre o caso. A matéria será atualizada assim que houver qualquer posicionamento.

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