Para Chequinho, Humberto Aidar tem conduzido CPI de maneira “leviana e irresponsável”

“Goiás só teve prejuízo com essa CPI até agora”, diz diretor-executivo da Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (Adial)

Foto: Felipe Cardoso/Jornal Opção

O diretor-executivo da Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (Adial), Edwal Portilho, o Chequinho, conversou com o Jornal Opção sobre as declarações prestadas pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Incentivos Fiscais na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Humberto Aidar (MDB).

Conforme mostrado pelo Jornal Opção, Aidar considerou, após avaliar os documentos apresentados à CPI, Goiás como “paraíso fiscal” dos empresários e investidores. Diante das manifestações, Chequinho rebateu: “Goiás é conhecido, no mundo dos negócios, na verdade, como paraíso da geração de empregos. O que ele [Humberto Aidar] está fazendo é contribuindo para derrubar essa tese”.

Para ele, esta “briga” se resume à tentativa de retirar recursos de uma cadeia que produz e gera emprego e transferi-los para uma cadeia que gera um pacote de mordomias: “o serviço público”. “A maquina pública está muito pesada não só no Estado mas em todo Brasil. Estão atacando o segmento na tentativa de trazer esses recursos para manter os pacotes de mordomias que hoje estão instaladas no Executivo, Legislativo e todas as áreas da administração pública. Lógico que não são todas, umas são mais responsáveis que as outras”, refletiu.

Na visão do empresário, Aidar tem utilizado os números apresentados pela Secretaria de Estado da Economia de forma “leviana e irresponsável”. “Ele tenta transformar esses números como se fossem maléficos ao Estado. Isso cria um ambiente terrível ao Estado. Legalmente, esses números não oferecem risco algum, mas as declarações afetam o ambiente de negócios”.

“Acho que ele deveria fazer uma oitiva itinerante em algumas cidades dos Estado para que pudesse ouvir os trabalhadores que estão ficando sem empregos e alguns industriais que já estão retirando seus negócios de Goiás. São linhas de produção que estão sendo transferidas para Estados mais competitivos e, se isso está ocorrendo, é prova de que não estamos entre os melhores incentivos do País”, declarou.

Por fim, Chequinho considerou a maneira com que a CPI está sendo tratada como “equivocada”. “Se continuar desta forma, deve gerar ainda mais desgaste. Sendo assim, eles [integrantes da CPI] vão conseguir, talvez, proporcionar um dos piores Natais em termos de desindustrialização e desemprego do Estado”, pontuou.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.