Para calcular a perda, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) questionou quanto o trabalhador recebia habitualmente naquele mês e quanto, de fato, entrou em seu bolso durante pandemia

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Segundo dados organizados pela consultoria IDados e divulgados pelo jornal Estadão nesta segunda-feira, 28, trabalhadores que não chegaram a completar o ensino médio tiveram quedas de até 25% em relação ao que costumavam ganhar no mês. As bases de informações foram os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

Para calcular a perda, o IBGE questionou quanto o trabalhador recebia habitualmente naquele mês e quanto, de fato, entrou em seu bolso durante a pandemia

“É o lado sombrio de toda crise econômica: quem estudou menos é mais vulnerável no mercado de trabalho, o primeiro que teve o contrato suspenso e redução de jornada. E é ainda mais grave, ao se levar em conta que são essas pessoas que mais dependem do trabalho para sobreviver”, disse o economista da IDados Matheus Souza para o Estadão.

Os dados também apontaram que entre maio e julho, os trabalhadores sem instrução alguma ou com até o ensino fundamental incompleto chegaram a perder R$ 431 por mês, o equivalente a 40% de um salário mínimo, de R$ 1.045.