Manifestantes que estavam no colégio alegam que desocupação aconteceu depois que policiais militares entraram na unidade. PM nega

Porta do C.E. Ismael Silva de Jesus| Foto: reprodução/ Facebook Secundaristas em luta
Porta do C.E. Ismael Silva de Jesus (16/12)| Foto: reprodução/ Facebook Secundaristas em luta

Por volta das 6 horas da manhã desta segunda-feira (25/1), um grupo de pais de alunos do Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus, no bairro da Vitória, região Noroeste de Goiânia, expulsou os ocupantes da unidade, com o objetivo de que os filhos possam começar o ano letivo de 2016.

Cerca de 10 pais, acompanhados do diretor da escola e do Conselho Tutelar entraram na unidade para pedir mais uma vez que os manifestantes desocupassem a escola. Segundo eles, dentro da unidade 12 pessoas mantinham a ocupação: dois alunos e 10 pessoas desconhecidas.

Ao sair da escola, os manifestantes começaram a gritar e fazer arruaça e a própria comunidade, que acompanhava a desocupação, chamou uma viatura policial, informa a Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte (Seduce).

O C.E. Ismael Silva de Jesus estava ocupado desde o dia 16 de dezembro e, segundo a própria Seduce, as aulas não podem retornar enquanto a escola não for desocupada. As aulas da rede estadual de ensino começaram na última quarta-feira (20/1). Ao todo, são 26 escolas ocupadas em todo o estado.

Pelo Facebook, a página do movimento dos manifestantes Secundaristas em Luta – GO divulgou na manhã desta segunda-feira (25/1) uma nota que afirma que a escola foi desocupada depois da entrada de policiais. Ainda segundo a postagem, dois manifestantes ficaram feridos e alguns deles ainda resistem na porta do colégio enquanto sofrem retaliação de pessoas da comunidade.

PMGO

Em entrevista ao Jornal Opção, o Coronel Ricardo Mendes informa que a Polícia Militar não entrou na escola em momento algum.

“Até o presente momento não registramos nenhuma ocorrência envolvendo a Polícia Militar (pais, alunos ou manifestantes). Sobre a denúncia  publicada na página do Facebook, o ônus da prova cabe a quem acusa. A Corregedoria está a postos para receber denúncias”; informa,