Pai de vítima de tiroteio nega bullying e fala em “brincadeira” entre colegas

Leonardo Calembo classificou a tragédia como fatalidade e afirma que já ter perdoado o atirador

João Pedro Calembo e família | Foto: Reprodução/Facebook

Mayara Carvalho

A Folha de São Paulo publica neste sábado uma entrevista de Leonardo Calembo, pai de João Pedro Calembo, uma das vítimas do tiroteio no colégio em Goiânia. Leonardo é publicitário, tem 41 anos e é pai de outros dois meninos de 6 e 8 anos.

O pai conta que João Pedro estudava no colégio há cinco anos, era bom aluno e sonhava ser engenheiro civil.  Presbítero da Igreja Batista Renascer, Leonardo diz que o filho era cristão e foi criado dentro da igreja. Segundo ele, o filho chegou a comentar que um colega sofria preconceito. “João Pedro é mesmo cristão. Um dia chegou até mim e disse ‘pai, tenho um colega que sofre muito preconceito’. Eu disse ‘meu filho, você tem que orar por ele’. Sempre ensinei a respeitar o próximo”, lembra.

Apesar disso, Leonardo não acredita na versão que o autor dos tiros e outros colegas contaram à polícia , de que seu filho seria desafeto do atirador.  “Não acredito nessa história de desodorante. N~~ao existe essa história de desafeto. Bullying hoje é o nome novo a uma brincadeira que se faz há tantos anos”, diz o pai.

Para ele, que afirma já ter perdoado o atirador, o mundo hoje é feito de uma “sociedade de filhos órfãos de pais vivos. Os pais não conhecem seus filhos. Acredito que esse  foi o caso. Os pais não tinham real ideia de que o filho precisava de ajuda”, avalia.

João Pedro morava com o pai, a mãe e outros dois irmãos próximo ao colégio onde estudava. O pai, que estava em casa no momento da tragédia estranhou a movimentação do helicóptero no local. “Minha esposa recebeu uma ligação da mãe de outro aluno. Até então, não sabíamos o que tinha acontecido. Fui à escola mas não me deixaram entrar na sala de aula. Quando pisei dentro da escola me contaram que ele tinha falecido”, relembra.

O sepultamento de João Pedro Calembo aconteceu ás 10 horas da manhã deste sábado (21/10) no Parque Memorial de Goiânia.

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

maria

O BULLYING DEVERIA SER CONSIDERADO CRIME…..FAMILIARES E ADULTOS MUDARIAM CONDUTA, POIS SUAS CONSEQUÊNCIAS SEMPRE SÃO MUITO GRAVES EM TODOS OS ASPECTOS

alexandre

Brincadeira que se faz há tantos anos ele disse. Será que o menino que atirou estava se divertindo com a brincadeira que se faz há tantos anos ? Ou será que os outros se divertiam as custas dele? Talvez como está na matéria os pais não conhecem seus filhos. Isso se aplica a TODOS. Só as crianças de lá sabem a verdade. Versões existem sempre três, a do agressor a do agredido e a verdadeira. Para um pai seu filho sempre é santo e tudo tem justificativa. Parabéns!