O  governo de Ronaldo Caiado saneou mais de R$ 54 milhões que deixaram de ser pagos de editais de 2016 a 2018 do Fundo de Arte e Cultura (FAC). Esses valores deixaram de ser pagos pelo governo anterior, do ex-governador Marconi Perillo, que acumulou repetidas dívidas com o setor cultural.

A produtora cultural com larga experiência em projetos de artes visuais, Wanessa Cruz, destacou a luta de todas as categorias dos trabalhadores da cultura, artistas e produtores para garantir investimentos e reconhecimento do governo para ter apoio na divulgação de seus trabalhos.

“O governador, mesmo na pandemia, sustentou o FAC, o que foi importante para continuarmos trabalhando. Tudo poderia ficar parado como ficou em alguns estados, o que não aconteceu em Goiás. O governador também honrou nessa categoria ao pagar os valores atrasados”, enalteceu.

Esse assunto voltou à tona hoje, 17, por conta de uma postagem nas redes sociais do ex-governador. Uma artista que preferiu não se identificar disse participou de várias manifestações que cobravam o pagamento do fundo, o que chamavam de ‘calote na cultura goiana’.

Em agosto de 2014, um protesto, em especial, chamou a atenção, quando os contemplados pelos editais do FAC baixaram as calças em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira contra o parcelamento em três vezes dos recursos atrasados do Fundo.

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) informou ainda também está trabalhando para quitar a última parcela de restos a pagar do Fundo de Arte e Cultura (FAC) de 2016. O montante de R$ 1,4 milhão corresponde a 10 projetos aprovados naquele ano, e que também não foram quitados na época. O valor deve ser pago ainda no primeiro trimestre de 2023.

Entre 2019 e 2020, foram liberados R$ 30 milhões correspondente ao edital de 2018. Já em 2021, o Governo de Goiás destinou R$ 23,3 milhões de restos a pagar dos editais de 2016, 2017 e 2018. Com isso, a atual gestão pagou R$ 53,3 milhões aos proponentes do FAC.

Além do pagamento do passivo do FAC, Caiado também liberou R$ 4,2 milhões para quitar outras contas de 2018 que não foram pagas de festivais, como o Fica e o Canto da Primavera, e também da antiga Lei Goyazes e dos músicos da Orquestra Sinfônica. No total, foram pagos R$ 57,5 milhões de dívidas deixadas pelo governo anterior. 

Um novo edital do FAC foi lançado em 2021 no valor de R$ 2 milhões para beneficiar locais privados ou municipais que promovam atividades culturais, eventos e festivais de arte, bem como a geração de renda aos trabalhadores da cultura. Em 2023, serão lançados 16 novos editais no valor total de R$ 14,2 milhões ainda no primeiro trimestre.

“O Conselho de Cultura e os representantes da nossa categoria tem trabalhado de mãos dadas e temos o compromisso da secretária interina Yara, se comprometeu com a classe artística que irá ter a fusão dos editais do ano de 2022 e 2023 neste ano e assim podermos tornar viáveis nossos projetos com incentivo governamental”, prospectou Wanessa Cruz.