Paço quer transformar Goiânia na “cidade da moda”

Somente em cursos de qualificação, serão investidos mais de R$ 1 milhão. Foco é no investimento de costuras de alto padrão

Com o objetivo de atrair o turismo de negócios com cada vez mais força para a capital, a prefeitura quer tornar Goiânia a “cidade da moda”. Para isso, serão realizados investimentos com o objetivo de “avalancar” o que já é natural na cidade, como comércios da Região da 44, da Fama, Bernardo Sayão e Campinas. Informação foi revelada ao Jornal Opção pela secretária de Relações Institucionais em Goiânia, Valéria Petersen.

“Só a Região da 44 gera 140 mil empregos. Imagina o que será isso alavancado pelo Poder Municipal”, disse a secretária. A primeira ação a ser implementada, segundo Valéria, é o diálogo entre os empresários do ramo. “Vamos conversar com a secretaria de turismo, com a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e a Câmara da Moda, além do CEDTEC”, menciona.

O próximo passo, segundo a secretária, é o investimento para qualificação de mão de obra. O objetivo, é que em 2022, sejam aplicados mais de R$ 1 milhão em qualificação, especialmente da costura das roupas, para que Goiânia seja considerada um polo de roupas de alto padrão, sem um custo elevado.

“Goiânia trabalha muito malharia. Na malharia, quando eu erro a costura, eu puxo um pouquinho, ela estica, e eu corrijo a roupa. Em tecido, se eu errar a costura em uma camisa, a camisa se perde. O que hoje diferencia a roupa vendida no shopping da vendida na 44 é a qualidade da costura, que não pode abrir. Se nós melhorarmos o padrão da nossa costura, vamos vender ainda mais”, explica Valéria.

Segundo ela, serão fornecidos cursos de qualificação em costura para que seja aprendido regular as máquinas e os próprios pontos de costura de forma adequada. Isso não precisa ser caro, que a gente precisa ter qualidade”, explica Valéria. A vantagem de Goiânia nesse mercado, e que de acordo com a secretária, irá diferenciar a capital das demais cidades brasileiras, é o comércio natural no ramo da moda que existe no município.

“A Bernardo Sayão precisa ser empoderada novamente, mas Campinas tem um comércio natural de noivas. A 44 e a Fama também têm um comércio natural de roupas”, completa. Outro ponto a ser trabalhado, além de colaborar para que os vendedores tenham presença no mundo digital, é “ajudar os empresários a vender, trazendo rodadas de negócios para Goiânia”.

O modelo para o mercado digital, inclusive, de acordo com a secretária, é o da China. “Na crise da pandemia, a 44 não perdeu as vendas, porque nós migramos para vender de forma digital. O que a China faz? Hoje todos compram “frufrus” da China, porque isso está nos meios digitais de forma prática sendo anunciado. Goiânia tem que aprender a fazer isso ainda mais”, sugere Valéria.

Além de colaborar para a digitalização das vendas, a secretária menciona as rodadas de negócio, que devem ocorrer entre abril e maio de 2022. “Nas rodadas de negócio, o fabricante e o lojista se encontram. Eles vêm para Goiânia só para negócio. Quando você tem mão de obra você atrai naturalmente essas ações. “Vamos fazer com que Goiânia se torne um cardápio da moda, como em Campinas que tem vestidos de noiva de qualidade”, explica.

5 respostas para “Paço quer transformar Goiânia na “cidade da moda””

  1. Avatar Celina Barros disse:

    Excelente matéria!

  2. Avatar Brenda disse:

    Olá Jornal Opção adorei seu conteúdo! Conheça a lista de fornecedores escondida a sete chaves pelos logistas

    Acesse o link e saiba como:
    https://bit.ly/Aprenda-sobre-moda-e-vestuário

  3. Avatar Brenda disse:

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  4. Avatar ANDRE LUIZ DA SILVA disse:

    Então vamos dar uma atenção especial a região de Campinas. Aqui se vende malha para todo o Brasil. Deveria ter uma banca do Sebrae para apoio ao microempreendedor, um posto de auxílio ao turista, vem compradores de todo o Brasil para comprar malhas aqui. Promover desfiles, lançamento de coleção de tecidos, palestras, fica aquele mercado que parece um muquifo e não é bem aproveitado. Inteligência, gente.

  5. Avatar João santos disse:

    Excelente a idéia.
    Pode melhor também a logística, provendo mais estacionamento para carros e principalmente ônibus que trazem as pessoas de fora, e promover translados , porque não e fácil locomover em Goiânia, aqui tem um trânsito feito pra quem e local. ( Toda vez que aqui venho levo uma multa)

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