Paço Municipal volta a negociar com professores para desocupar plenário da Câmara

Ainda hoje, será feita reunião entre prefeitura e grevistas, no Ministério Público. Amanhã, tratativas serão levadas para assembleia. Na sexta-feira, haverá novo encontro na SSP

Representantes do Paço Municipal e do comando de greve dos professores da Rede de Educação de Goiânia vão se reunir na tarde desta quarta-feira (18/6) no Ministério Público de Goiás (MPGO) para retomar as negociações a fim de encerrar a greve dos servidores e, consequentemente, desocupar o plenário da Câmara de Vereadores.

A proposta será discutida em assembleia de professores a ser realizada na manhã de quinta-feira (19) para decidirem ser permanecem ou não na Casa de Leis. Considerando que a reintegração foi pedida por motivos políticos, o professor Antônio Gonçalves, coordenador do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação em Goiânia (Simsed), disse ao Jornal Opção Online que a chance de resolver essa questão está nas mãos do prefeito Paulo Garcia (PT).

Os professores solicitam que a prefeitura cumpra o mínimo do acordo fechado durante o encerramento da última greve, no ano passado. Caso isso ocorra, relatou ele, o plenário será esvaziado imediatamente. “Para mostrar que não somos inflexíveis, diminuímos a pauta de reivindicações, pois queremos o diálogo”, ressaltou o líder.

Contudo, Paulo Garcia alegou em pronunciamento na semana passada que todo o acordo foi cumprido, com ressalva àqueles pontos proibidos por lei. A reportagem tentou contato com a secretária de Educação, Neyde Aparecida, para se pronunciar diante o caso, mas não obteve sucesso.

Reintegração pacífica

A decisão de se fazer nova rodada de reuniões foi tomada após conversas entre o presidente da Comissão de Conflitos Fundiários da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP), o coronel Edson Costa Araújo, integrantes do MPGO, do Poder Judiciário, da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO), da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e das Polícias Civil e Militar. Os líderes discutiram qual a melhor forma de ser cumprida a reintegração de posse.

A PM destaca que é possível ter uma saída pacífica para o problema e que não há prazo para a reintegração. Os professores, que estão em greve desde o dia 26 de maio, ocupam o local desde o último dia 10 de junho, quando os vereadores rejeitaram a abertura de comissão processante para analisar o pedido de impeachment do petista.

Na sexta-feira (20), vai ocorrer uma nova reunião na SSP para apresentar o que foi negociado.

Ânimos

Os ânimos se exaltaram quando o coronel Edson afirmou que seria preciso “rodear o toco” para retirar os manifestantes sem o uso da força policial. Em resposta, o procurador da Câmara, Marcone Pimenteira, disse que o caminho é “arrancar na tora” para tirá-los de lá.

O militar considerou desapropriado o uso do termo. Questionado em entrevista coletiva, o coronel avaliou que é preciso respeitar os direitos humanos e que o diálogo sempre é colocado antes do uso da força.

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