Pacientes e profissionais evidenciam um Materno Infantil desafogado

No Cais de Campinas, mãe espera ambulância para o Hugol por 7h e afirma que no período só havia um pediatra

O atendimento pediátrico no Hospital Materno Infantil (HMI) não era intenso na tarde desta quinta-feira, 25. O motivo, segundo profissionais do local, foram os 55 leitos pediátricos entregues no Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), ocorrida na primeira quinzena deste mês.

Santana Rocha de Souza estava com o netinho de 2 anos e 10 meses, que apresentava quadro febril, no HMI. Segundo ela, o atendimento foi muito bom. “Foi rápido”, disse satisfeita.

Da mesma forma, Kelly Cristina, que levou o filho de 11 anos ao Materno, elogiou o serviço que, segundo ela, está melhor do que era no passado. “Agora só estou aguardando os exames”, apontou a mãe que estava no local há 1h.

Celeridade

De fato, por volta das 17h30, a unidade não estava cheia. Além disso, uma funcionária afirmou que o atendimento melhorou desde que foram inaugurados os leitos pediátricos no Hugol. Inclusive, há uma semana existe uma profissional que recebe os pacientes para atendimento humanizado na entrada, segundo a trabalhadora.

Em nota, a assessoria do HMI informou que “foram transferidos 65 pacientes da unidade para Hugol entre os dias 12 e 25 de abril. Desses, 20 foram para leitos de UTI Pediátrica e 45 para a Enfermaria. No momento, um paciente está aguardando ser transferido para enfermaria”.

Ainda segundo o texto, a transferência é gradual e depende do perfil do paciente, “sendo que o objetivo é desafogar o HMI, deixando-o com maior capacidade operacional”.

Hugol

Mãe elogia atendimento recebido pela filha no Hugol | Foto: Francisco Costa / Jornal Opção

No Hugol, os leitos de pediatria são para pacientes encaminhamos pelo Materno, segundo a comunicação da Saúde do Estado. “Os pacientes não procuram diretamente o Hugol, eles têm que passar antes pelo Materno”.

Apesar disso, há outros atendimentos pediátricos, como de urgência e emergência. Inclusive, conforme assessoria do Hospital, de julho de 2015 a dezembro de 2018, foram realizados 14.868 atendimentos para crianças de 0 a 12 anos incompletos. Casos de média e alta complexidade.

Casos

Daniela Cristina, de Trindade, levou a filha de 11 meses, que teve queimaduras no braço, à unidade de Saúde do Estado. Para ela, que já estava no retorno, o atendimento do Hugol é de qualidade.

O mesmo não se dizer do Cais de Campinas, segundo uma mãe que não quis se identificar. Ela esteve na unidade de saúde de 11h as 18h, aguardando uma ambulância para o Hugol. “E só tinha um pediatra nesse horário”.

Já no Hospital, ela esperou por meia hora para saber que estava na ala errada. “Espero que agora dê certo”, disse ela que estava com o filho de seis meses. O menor teve convulsões, de acordo com ela.

O Jornal Opção tentou contato com a comunicação do município para saber sobre a longa espera da paciente e, também, sobre o número de pediatras que atuavam neste período. Até o momento não obtivemos resposta.

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