Pacientes denunciam falta de insumos para tratamento de diabetes em Goiânia

Prefeitura confirma falta da agulha usada na caneta de aplicação de insulina

O Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (CEAD), inaugurado em Goiânia em junho, deve atender até 2 mil pacientes por mês. A estrutura fica anexa ao Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) e tem, entre as especialidades ofertadas, os serviços de psicologia, fisioterapia, neurologia, enfermagem, serviço social, médicos e nutricionistas. Acontece que a falta de insumos, que são fornecidos pela prefeitura, ainda é uma realidade para os diabéticos na capital.

Segundo a presidente da Associação Metropolitana de Atenção ao Diabético (Amad), Luzia Cássia Ribeiro, sempre falta algo. No momento, os pacientes estão com falta de agulhas para aplicação da insulina. O sofrimento já passa dos seis meses. “A gente nunca tem tudo que a gente precisa, ou falta agulha ou falta insulina ou falta fita. Aí reclamamos, eles fazem um compra emergencial, mas no outro mês volta o problema”, desabafou.

Luzia, que foi diagnosticada com a doença e tem dois dos três filhos também diabéticos, diz que, às vezes, há uma troca sem maiores explicações do tipo ou qualidade do insumo, o que interfere no tratamento. “Dá pra ficar sem a agulha e usar a seringa, por exemplo. Eu, que sou adulta, consigo, mas as crianças sofrem com a seringa”, disse.

A saída, nos últimos meses, tem sido comprar os insumos, que não são baratos. “Ou compramos as agulhas para continuar usando as canetas ou temos que usar a seringa. Hoje, a caneta é o meio mais viável para os pacientes que já passam por várias dificuldades”, reclama.

A presidente da Amad garante que a prefeitura está ciente da falta, e sempre avisa que a entrega está próxima. “Mas nunca chega”, diz.

Procurada pelo Jornal Opção, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reconhece a falta da agulha. “A Secretaria Municipal de Saúde informa que há um processo em andamento para a compra da agulha usada na caneta de aplicação de insulina. Esclarece também que a falta dessa agulha se deve à desistência do fornecedor que havia vencido a licitação anterior. Até que a situação seja normalizada é distribuída ao pacientes uma seringa com agulha específica para aplicação da insulina, com isso, nenhum paciente fica sem tomar a medicação”, diz em nota.

1 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
1 Comment authors

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Rosângela Barros

Isso é uma falta de respeito enorme. Sou residente da cidade e portadora de diabetes tipo 2 há 5 anos. Não dependo de insulina mas minha mãe sim, e tem ficado cada vez mais difícil conseguir as fitas e o básico pela saúde pública.