Pacheco quer votar projeto que estabiliza preço dos combustíveis

Após crítica de senadores, presidente da Casa quer levar propostas ao Plenário. Kajuru culpa Bolsonaro

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado. | Foto: Pedro Gontijo/Senado

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD), afirmou, na última segunda-feira (17), que quer colocar o projeto que cria estabilidade e previsibilidade para o preço dos combustíveis em votação. A intenção é discutir o assunto assim se forem retomados os trabalhos na Casa, em 2 de fevereiro.

A afirmação de Pacheco veio depois que senadores levantaram críticas sobre o reajuste feito pela Petrobrás na última semana. Um dos representantes de Goiás no Senado, Jorge Kajuru (Podemos) atribui a responsabilidade pela alta dos combustíveis ao presidente. “O presidente Bolsonaro é o culpado principal”, expôs o parlamentar sem mais justificativas.

O presidente tem se manifestado no sentido de atribuir a responsabilidade aos governadores de estados. O autor do projeto a ser colocado em votação (PL 3.450/2021), o senador Jader Barbalho (MDB-PA), comentou a estratégia. “O governo federal tem jogado a culpa dos aumentos dos combustíveis no ICMS, que é recolhido pelos estados, o que não é verdade, pois o percentual do ICMS permanece inalterado há anos”, explicou o parlamentar.

Segundo Jader Barbalho, se nada for feito, a população brasileira vai sofrer com os futuros aumentos que estão por vir. “Devido à instabilidade política e econômica que o país vem vivendo, que elevam ainda mais a cotação da moeda americana no Brasil”, ponutou o senador.

Outro projeto que versa sobre o valor dos combustíveis é o de autoria do senador Rogério Carvalho (PT). O PL 1.472/2021 apresenta possíveis fontes de recursos que ajudariam a barrar os recorrentes reajustes nos postos de combustíveis. Além disso, estabelece alíquotas mínimas e máximas para o proposto imposto de exportação sobre o petróleo bruto, como forma de subsidiar a estabilização dos valores dos combustíveis.

Omar Aziz (PSD) também levantou crítica ao reajuste. “Questionei da Petrobras o valor real de investimentos feitos em 2021 e continuo sem saber a resposta. Os lucros da empresa só crescem, e é o brasileiro que tem custeado isso”, criticou o senador.

Reajuste

Após sucessivos reajustes em 2021, o preço dos combustíveis nos postos cresceram em torno de 44%. Na última semana, a Petrobras anunciou, novamente, aumentos para a gasolina, o que elevou o preço do produto em 4,85%. O diesel aumentou em 8,08%.

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