Ordem dos votos para senador na urna não altera peso da escolha, esclarece Justiça Eleitoral
03 outubro 2026 às 19h16

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Uma dúvida que pode surgir entre os eleitores nas eleições deste domingo, 4, é se a ordem em que os dois candidatos ao Senado são escolhidos na urna eletrônica interfere no resultado. A resposta é não. Os dois votos têm o mesmo peso e são registrados individualmente, independentemente de qual candidato for escolhido primeiro.
Em 2026, cada eleitor poderá votar em dois nomes para o Senado porque duas das três cadeiras destinadas a cada unidade da Federação estarão em disputa. Ao todo, serão renovadas 54 das 81 vagas da Casa. Os dois candidatos mais votados em cada estado e no Distrito Federal serão eleitos para mandatos de oito anos.
A urna eletrônica apresentará os cargos sempre na mesma sequência: deputado federal, deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República. As duas escolhas para o Senado aparecem, portanto, uma logo depois da outra.
Isso, porém, não significa que o candidato registrado na primeira tela de senador tenha qualquer vantagem. O eleitor pode escolher primeiro um nome e, em seguida, outro, ou fazer a sequência inversa. A ordem serve apenas para organizar a votação.
Dois votos para o Senado
O voto para senador é nominal e o número de cada candidatura tem três dígitos. Diferentemente da eleição para deputado, não é possível votar apenas na legenda partidária. Caso o eleitor digite somente os dois números correspondentes ao partido, a urna não permitirá o avanço da votação. Se for informado um número que não corresponda a uma candidatura válida, o voto será desconsiderado para aquele cargo.
Também não é possível escolher o mesmo candidato para as duas vagas. A segunda votação deve ser destinada a outro candidato ao Senado.
A eleição para o Senado é feita pelo sistema majoritário. Diferentemente da disputa proporcional para deputados, não há cálculo de quociente eleitoral: são eleitos os dois candidatos que obtiverem mais votos válidos em cada estado e no Distrito Federal.
Colinha ajuda a evitar erros
Apesar de a ordem dos dois votos não alterar o peso das escolhas, a sequência geral da urna deve ser observada para evitar que o eleitor se confunda com os números. A Justiça Eleitoral recomenda preparar uma “colinha” em papel antes de sair de casa e levá-la para a cabine.
No primeiro turno, os números devem ser anotados na seguinte ordem:
- Deputado federal — quatro dígitos
- Deputado estadual — cinco dígitos
- Senador — primeira vaga — três dígitos
- Senador — segunda vaga — três dígitos
- Governador — dois dígitos
- Presidente — dois dígitos
A recomendação é colocar os números no papel seguindo exatamente a ordem em que aparecerão na urna. A medida busca diminuir o risco de erro e tornar a votação mais rápida.
O primeiro turno das eleições ocorre neste domingo, 4 de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a votação será realizada das 8h às 17h pelo horário de Brasília.
Celular não pode entrar na cabine
Outro cuidado para o eleitor é com o uso de aparelhos eletrônicos. Celulares, câmeras, filmadoras e outros equipamentos não podem ser levados para a cabine de votação. Os aparelhos devem ser desligados e entregues aos mesários antes de o eleitor se dirigir à urna.
O celular pode ser utilizado antes da votação para procedimentos de identificação, inclusive para apresentar o e-Título quando o aplicativo estiver com a fotografia do eleitor disponível. Na cabine, entretanto, o equipamento deve permanecer fora da posse do eleitor.
Assim, quem votar primeiro em um candidato e depois em outro para o Senado não estará atribuindo maior ou menor importância a nenhuma das escolhas. Os dois votos são independentes e têm o mesmo peso na apuração.
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