Oposição já tem votos suficientes para derrubar veto de Iris na polêmica do IPTU

Prefeito afirmou que vai encaminhar veto. Projeto foi aprovado por unanimidade em segunda votação na Câmara

Levantamento feito pelo Jornal Opção junto à maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Goiânia confirma o que já era esperado: o veto ao projeto que acaba com o IPTU contínuo de Goiânia, que o prefeito Iris Rezende (PMDB) já disse que vai encaminhar ao Legislativo, deve ser derrubado em plenário.

Confirmaram ao Jornal Opção que votarão pela derrubada do veto os vereadores Alysson Lima (PRB), Cabo Senna (PRP), Jair Diamantino (PSDC), Anderson Sales Bokão (PSDC), Paulinho Graus (PDT), Felizberto Tavares (PR), GCM Romário Policarpo (PTC), Wellington Peixoto (PMDB), Milton Mercêz (PRP), Tatiana Lemos (PCdoB), Sabrina Garcêz (PMB) e Gustavo Cruvinel (PV).

Com estes votos, somados a vereadores da oposição e outros que já se declararam abertamente contra o aumento de impostos, o Paço deve sofrer mais uma derrota no plenário e o projeto deve ser sancionado.

Os vereadores Sargento Novandir (Podemos), Vinícius Cirqueira (Pros) e Paulo Daher (DEM), todos votaram pela aprovação do projeto, não quiseram se posicionar sobre o veto.

Carlin Café (PPS) e Kleybe Morais (PSDC) preferem esperar o encaminhamento do prefeito para então se posicionarem. “Temos que ver como vai chegar isso na Casa, se será um veto parcial ou integral e qual a justificativa. Mas votei a favor do projeto e acho difícil mudar o meu posicionamento”, lembrou Morais.

Já Carlin Café disse que “já tem uma opinião formada” e que no dia que a matéria for colocado em votação vai expressar seu posicionamento. “O que posso dizer é que a população nunca vai ter da minha parte um posicionamento que a prejudique”, completou.

Aprovada em segunda votação com 31 votos favoráveis, a matéria de autoria do vereador Elias Vaz (PSB) acaba com uma polêmica medida de reajuste do imposto aprovada na gestão do ex-prefeito Paulo Garcia, que aumenta o imposto para além do reajuste referente à inflação do período de um ano.

Único parlamentar que articulou abertamente pelo pedido de vistas ao projeto e depois não votou pela aprovação, vereador Oseias Varão (PSB), também não quis adiantar como votará possível veto. À reportagem ele disse que ainda estuda o projeto de lei.

Outro vereador da base, Tiãozinho Porto (Pros), acredita que o mais provável é que a Câmara vá contra a decisão do prefeito. “Ainda não existe nenhuma articulação do Paço em relação a esse veto. Não temos nem a confirmação se o prefeito vai mesmo vetar, então, pela votação que teve o projeto, não acredito que o veto será mantido”, disse.

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