Operação Vetus II prende três pessoas por maus-tratos a idosos em Goiás

Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação incluiu 33 municípios goianos. Foram instaurados 151 inquéritos policiais

Foi realizado entre os dias 15 de outubro e 18 de novembro, a Operação Vetus II, uma ação integrada de combate à violência contra idosos coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da  Secretaria de Operações Integradas (Seopi). Nesse período, 430 vítimas foram atendidas/resgatadas por forças da segurança pública de Goiás.

No estado, as diligências foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (Deai) de Goiânia, que incluiu 33 municípios goianos. Ao longo dos mais de 30 dias, as equipes policiais realizaram 510 visitas a abrigos e residências de idosos. Ao todo, 114 profissionais das forças de segurança do Estado integraram a força-tarefa.

“Essa operação tem um significado muito grande para o estado, uma vez que a gente dá uma resposta para a sociedade para combater esse tipo de crime, que no período de pandemia acabou aumentando”, pontuou o titular da Deai de Goiânia, Alexandre Alvim.

A ação teve como foco a apuração de crimes praticados contra idosos, como exploração financeira, maus tratos, violência física, psicológica, abandono, dentre outros. Ao todo, foram verificadas 506 denúncias do Disque 100, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e de canais locais. Foram ainda instaurados 151 inquéritos policiais, lavrados 50 Termos Circunstanciado de Ocorrência, solicitadas 12 medidas protetivas e cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Três pessoas foram presas.

As diligências em Goiás foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso | Foto: divulgação

Resultados

De acordo com o delegado, na maioria dos casos, os crimes são praticados por pessoas próximas às vítimas, como familiares e cuidadores. “A gente tem diversas situações que acabam gerando uma grande preocupação social. Muitas vezes a gente vê familiares, como filhos e sobrinhos, se aproveitando dessa condição de fragilidade para intimidá-los, conseguir alguma vantagem financeira, ou, outras vezes, preferem não prover as necessidades básicas desse idoso”, explicou.

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