A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 9, a Operação “Smokescreen”, com o objetivo de desarticular um esquema de fraude fiscal estruturado que pode ter causado prejuízo superior a R$ 160 milhões aos cofres públicos estaduais. A ação é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), em conjunto com a Secretaria da Economia.

A operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia, expedidos pelo Poder Judiciário. Segundo as investigações, o foco é identificar o real controle administrativo e financeiro de uma organização empresarial suspeita de atuar em larga escala na sonegação de tributos.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado teria estruturado um esquema sofisticado de fraude fiscal, com atuação em outros estados. A suspeita é de que a organização tenha movimentado grande volume de recursos sem o devido recolhimento de impostos, gerando impacto significativo na arrecadação estadual.

Durante o cumprimento das diligências, os agentes apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam comprovar a dinâmica das operações financeiras e a eventual ocultação de patrimônio.

As condutas investigadas podem configurar crimes contra a ordem tributária, previstos na Lei nº 8.137/1990, além de falsidade ideológica. A depender da análise do material apreendido, os envolvidos também poderão responder por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Leia também:

Marconi Perillo recebeu R$ 14,5 milhões do Banco Master por consultorias, aponta documentos encaminhados à CPI do Crime Organizado

Veja como ficou estruturado o União Brasil em Goiás após a mudança no comando