Operação mira armazenamento de pornografia infantil e usa IA para rastrear arquivos em Goiânia
13 agosto 2026 às 16h46

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Foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 13, a Operação Anjo da Guarda II, que investiga o armazenamento de material de pornografia infantil em dispositivos eletrônicos. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Goiânia.
A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Cibernético (CyberGaeco), do Ministério Público de Goiás (MPGO), e pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), da Polícia Civil de Goiás (PCGO). A investigação utiliza recursos tecnológicos para identificar e coletar possíveis evidências relacionadas ao crime.
Durante o cumprimento do mandado, as equipes utilizaram o Nêmesis, ferramenta desenvolvida pelo próprio MPGO para auxiliar na localização de imagens e vídeos de pornografia infantojuvenil armazenados em dispositivos eletrônicos. Segundo o Ministério Público, a tecnologia utiliza inteligência artificial para identificar arquivos de interesse durante a análise dos equipamentos.
O sistema também permite que parte da análise seja realizada posteriormente, em laboratório, com o objetivo de preservar a cadeia de custódia das evidências. De acordo com o coordenador do CyberGaeco, Fabrício Lamas Borges da Silva, a operação integra a atuação do órgão no combate a crimes praticados no ambiente virtual.
“A operação decorre do compromisso do MPGO de combater crimes cibernéticos que exijam alto grau de especialização, bem como o esforço de priorizar a proteção de crianças e adolescentes e a cooperação e a união de esforços mútuos entre os órgãos estatais para o cumprimento de suas missões”, afirmou.
Ferramenta usa inteligência artificial
O Nêmesis foi desenvolvido pela Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e pelo CyberGaeco. A ferramenta tem como objetivo auxiliar equipes de investigação na identificação, coleta e documentação de possíveis provas em crimes cometidos contra crianças e adolescentes no ambiente virtual.
Conforme o MPGO, o sistema permite uma varredura dos dispositivos eletrônicos durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A tecnologia busca reduzir o tempo necessário para localizar arquivos que possam ser relevantes para a investigação e possibilita uma análise mais detalhada posteriormente.
A ferramenta foi apresentada pelo Ministério Público em maio deste ano, durante o Maio Laranja, campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Desde então, segundo o órgão, o sistema também foi apresentado a outras unidades do Ministério Público no país. A Operação Anjo da Guarda II dá continuidade a ações de investigação de crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital.
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