Operação mira 15 alvos de sonegação fiscal em Goiás

Operação “Quem viver verá” foi deflagrada em conjunto com a Secretaria da Economia do Estado de Goiás, membros do Ministério Público, Polícia Civil, Receita Estadual de Minas Gerais e Receita Federal do Brasil e envolve oitos estados e o DF

Foto: Reprodução | Ministério Público.

O Ministério Público, juntamente com a Polícia Civil e Militar e fiscais da Receita Estadual de Minas, Federal e de outros estados deflagraram nesta terça-feira, 10, a operação “Quem viver verá”, que visa combater um esquema de sonegação de tributos. A organização criminosa é composta por profissionais que atuam como corretores de milho, soja e feijão, e empresas criadas para a emissão de notas fiscais frias, conhecidas como “noteiras”, situadas em oito estados brasileiros e o Distrito Federal.

Os agentes miram 109 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, mas ainda não há pedidos de prisão concedidos pela Justiça para quase uma centena de envolvidos. Já foi realizado o sequestro de bens dos investigados que, quando comprovadas as fraudes tributárias, serão responsabilizados criminalmente.

A força-tarefa possui mandados de busca e apreensão e permissão para quebra de sigilo bancário e telemático. Cerca de 73 são cumpridos em Minas Gerais, 15 em Goiás, nove em São Paulo, cinco no Distrito Federal, dois no Paraná e na Bahia e um no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em Tocantins.

Coletores de grãos

Em 2018, foi identificado um grande polo de empresas de grãos “noteiras” no Noroeste do Estado. Após realizar um mapeamento dessas organizações e das pessoas envolvidas, foi deflagrada a operação “Ceres”, que efetivou 22 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão. O intuito foi combater o esquema criminoso envolvendo produtores rurais, contadores, operadores de empresas de fachada e empresários, que há anos fraudavam os fiscos, com uma movimentação estimada de R$ 1 bilhão por ano em notas frias.

A partir material recolhido na operação Ceres, denúncias espontâneas e acordos de colaboração premiada firmados entre os alvos da fiscalização e o Ministério Público Estadual, foi possível identificar outras empresas noteiras, além de um novo elemento do esquema: corretores de grãos.

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