Operação Leão de Neméia: desdobramento mira novos investigados

Promotor afirma que nova fase cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do proprietário do IPOP, Márcio Rogério Pereira Gomes

Segunda fase da Operação Leão de Neméia | Foto: Reprodução

O promotor Douglas Chegury falou ao Jornal Opção sobre o desdobramento da Operação Leão de Neméia que cumpriu mandados de busca e preensão nesta quarta-feira, 11, na residência do proprietário da empresa IPOP-Cidades & Negócios, Márcio Rogério Pereira Gomes, localizada em Goiânia.

“Foi um complemento para cumprir o mandado na casa do Márcio, pois na primeira fase foi autorizado pelo juiz mas os endereços informados por ele à Junta Comercial eram de uma funcionária e outro era uma casa vazia”, explicou o promotor.

A partir da documentação apreendida na primeira etapa das investigações, foi possível localizar o verdadeiro endereço de Márcio. “Identificamos que ele está morando com uma companheira aqui de Goiás, chamada Lúcia. No local apreendemos documentos e os celulares de ambos”, acrescentou Douglas Chegury.

Foram acrescentadas duas investigadas à operação, a companheira atual de Márcio e a enteada dele, chamada Priscila.

Entenda o caso

A primeira fase da operação foi desencadeada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) no dia 5 de novembro, com o objetivo de desarticular grupo suspeito de produzir e divulgar pesquisas eleitorais fraudulentas em todo o Estado de Goiás nas eleições municipais de 2020.

As investigações são realizadas sob coordenação dos promotores de Alvorada do Norte Eusélio Tonhá dos Santos e Douglas Chegury, e conduzida também pelos promotores eleitorais Asdear Salinas (Iaciara), Guilherme Vicente de Oliveira (Pontalina) e Lucas César Costa Ferreira (Silvânia), com o apoio do Centro de Inteligência do Ministério Público de Goiás (MP-GO) e da Polícia Civil de Goiás.

Segundo informações do MP, foi possível identificar que a empresa Ipop – Cidades & Negócios produziu e divulgou 349 pesquisas suspeitas em 191 dos 246 municípios goianos desde a sua criação em fevereiro deste ano, o que representa, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o maior número de pesquisas realizadas nestas eleições em todo o País.

O MPE descobriu que Márcio Rogério teria produzido pesquisas que não refletem a realidade das intenções de voto dos eleitores, com desobediência dos requisitos exigidos na legislação eleitoral, em bairros inexistentes e com oferta criminosa de manipulação de dados em favor de candidatos.

O nome da operação é uma referência ao primeiro de 12 trabalhos executados pelo herói mítico grego Hércules, que derrotou o leão que explorava e subjugava a região de Neméia, localizada no nordeste do Peloponeso.

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