Operação do MP prende quatro pessoas em Formosa por fraudes em licitações

Investigações revelaram existência de uma organização criminosa que fraudou oito licitações de pavimentação asfáltica. R$ 5 milhões dos réus foram bloqueados

Operação busca por facção criminosa em Formosa / Foto: Divulgação / Ministério Público de Goiás (MP-GO)

Em desdobramento das Operações Gaugamela e Queronéia, a Operação Demóstenes, deflagrada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), na manhã desta sexta-feira, 22, cumpre quatro mandados de prisão preventiva no município de Formosa. 

Segundo informações do MP-GO, as investigações revelaram a existência de uma organização criminosa que será responsabilizada pela pratica de crimes de fraude em licitações, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. A Operação tem como alvo os proprietários da empresa Mult-X: André Luiz Gontijo de Souza e Vanessa Maris Araújo Fernandes. Além deles, a polícia busca também os engenheiros Leonardo Machado Ferreira e João Batista Martins Furtado.

Em entrevista ao Jornal Opção, uma fonte que preferiu não se identificar contou que, diferente dos proprietários da empresa Mult-X que continuam foragidos, os engenheiros foram presos nesta manhã. “Mas esse é só o começo. A operação deve alcançar diversas outras pessoas como secretários e ex-prefeitos do município”, disse.

“A informação que tenho é de que o objetivo é chegar no Ernesto Roller. Ao meu ver as coisas estão caminhando para isso pois o ex-secretário de finanças de Formosa, Gustavo Araújo, é da mais alta confiança do Roller e ao mesmo tempo está na mira da Operação”, revelou a fonte.

Segundo informações divulgadas pelo MP-GO, a Operação Queronéia, que deu origem a Operação Demóstenes, investigou atos de improbidade administrativa, por desvio de recursos públicos em fraudes de licitações e contratos administrativos entre 2017 e 2018. Ou seja, época em que Ernesto Roller ainda era prefeito do município. Hoje, o político ocupa a secretaria de governo da gestão Caiado.

Ele foi procurado pela reportagem, porém, não atendeu aos nossos telefonemas. O espaço continua aberto para que Roller apresente seu posicionamento. 

De acordo com o MP-GO foram diagnosticados, até o momento, fraude de oito processos licitatórios relacionados à obras de pavimentação asfáltica no município. A Justiça já determinou o bloqueio de R$ 5 mi dos envolvidos. A intenção é garantir que os prejuízos causados sejam ressarcidos. O trabalho conjunto é coordenado pelos promotores Douglas Chegury e Fernanda Balbinot.

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