Operação Arapuca prende seis policiais civis e dois advogados em Goiânia

No total, 10 pessoas foram presas e 15 mandatos de busca e apreensão cumpridos

Divulgação

Depois de deflagrada, nesta quinta-feira (9/8), pelo Grupo Especial de controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) e pelo Centro de Inteligência do Ministério Público de Goiás (MP-GO) a Operação Arapuca resultou, até agora, em 10 mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão cumpridos.

Dos 10 detidos temporariamente, 6 são policiais civis e 2 são advogados. Em entrevista coletiva à imprensa, o coordenador da GCEAP, Leandro Murata, informou que as outras duas pessoas apreendidas eram um informante que se passava por policial e um vendedor de medicamentos proibidos apreendidos pela Polícia. Um outro policial que também foi alvo de mandado de prisão está foragido, segundo o MP.

Ainda de acordo com o Órgão, acredita-se que o esquema funcionava há cerca de dois anos, e teve ao menos 12 episódios de corrupção, extorsão (obrigar alguém a comporta-se de certa maneira sob ameaça ou violência) e concussão (obtenção de vantagens indevidas por funcionários públicos que abusem da influência do seu posto).

O superintendente da Polícia Judiciária, delegado André Gustavo Ganga, informou que todos os seis policiais presos na operação já tinham procedimentos na Corregedoria da Polícia Civil de Goiás, ou seja, já vinham sendo investigados por outros ato ilícitos. No entanto, nenhuma das infrações que haviam sido apuradas no órgão interno rendeu afastamento ou exoneração, apenas advertências.

Os crimes investigados teriam acontecido em três distritos policiais de Goiânia, um dos quais é o 4º Distrito Policial, localizado no Setor Bueno.

Operação

Realizada em parceria com a Polícia Civil, a Operação Arapuca apura a atuação de uma organização criminosa, formada por policiais civis e advogados, que cobrava vantagens indevidas para não prenderem em flagrante suspeitos de crimes ou não continuarem com as investigações contra eles. Os valores exigidos pelos membros do grupo variaram de R$ 1 mil a R$ 30 mil.

A Operação Arapuca conta com participação de 18 promotores de Justiça, 45 agentes e 9 delegados da Polícia Civil. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia. (Com informações do MP-GO)

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