Operação aponta que atuação de grupo criminoso vai de licitações fakes a obras superfaturadas

Operação Sócio Oculto, do MP e Polícia Civil, investiga uma organização suspeita de fraudar licitações e desviar recursos públicos nos munícipios goianos de Alto Paraíso, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Uruaçu e Nerópolis

O Ministério Público de Goiás, em conjunto com a Polícia Civil e Militar do estado de Goiás e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu nesta terça-feira, 06, 34 mandados de busca e apreensão e sete prisões temporárias em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Nerópolis, Senador Canedo, Santo Antônio de Goiás, Alto Paraíso de Goiás, Uruaçu, Rubiataba, São Paulo e Brasília.

A Operação Sócio Oculto investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações e desviar recursos públicos nos munícipios goianos: Alto Paraíso, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Uruaçu e Nerópolis. Segundo o promotor de Justiça, Juan Borges de Abreu, são quase 20 empresas investigadas que atuavam com sócios e funcionários laranjas, documentos e assinaturas falsificadas em empresas de fachada para concorrer licitações em municípios do interior.

De acordo com o promotor, os investigados podem responder pelos crimes de fraude à licitações, organização criminosa, peculato e possibilidade de lavagem de dinheiro. “O método de fraude já é muito conhecido em outros casos. A constituição de inúmeras empresas de fachada, uma dando cobertura para outra, para concorrer licitações com informações privilegiadas, onde só o grupo poderia dar lance e concorrer entre elas”.

O prejuízo ao erário público pode chegam a R$ 100 milhões em obras empenhas. “Boa parte das obras eram terceirizadas de forma indevida sem permissão dos contratos ou superfaturas de forma grotescas, ou ainda, realizadas até pela própria prefeitura que fazia a licitação”. Durante coletiva de imprensa, o promotor não revelou o nome dos investigados por estar impedido pela Lei de Abuso de Autoridade até a conclusão da denúncia. Mas revelou que há servidores públicos envolvidos. 

De acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), o grupo atua desde 2013 para fraudar licitações. No entanto, as investigações estão concentradas a partir de 2018. Os mandados foram expedidos pelo juiz Alessandro Pereira Pacheco, titular da Segunda Vara Estadual de Combate às Organizações Criminosas. O magistrado também determinou o bloqueio de bens dos investigados, de forma gradativa e proporcional ao suposto envolvimento no esquema criminoso investigado, até o valor de R$ 25 milhões.

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