Opção de Wanderlei Barbosa pelo Republicanos tem aval dos deputados

Governador chegou a anunciar filiação ao PDT, ao assumir o governo surgiram as opções PP e PSD, mas terminou optando pelo Republicanos

Wanderlei Barbosa assumiu o governo do Tocantins após a renúncia de Mauro Carlesse | Foto: Divulgação

O governador Wanderlei Barbosa finalmente decidiu o partido pelo qual pretende concorrer à reeleição. Não foi PDT, como ele mesmo havia anunciado, nem o PP e PSD, como se especulava nas últimas semanas. A decisão ficou com o Republicanos e parece ter agradado os deputados da base aliada. Alguns aguardavam esta definição para também fazer a escolha de nova legenda, aproveitando a janela partidária.

“Escolheu uma sigla partidária muito boa. Ele hoje comanda o partido no Tocantins. Acho isso renovável para o estado, ele vai ter mais liberdade para decidir a linha política dele dentro desse partido e vai ter companheiros em torno dele também”, declara o deputado Isan Saado (PV) ao avaliar a escolha partidária do governador, lembrando que o partido deve, a partir de agora, ser um dos que vai receber o maior número de novos filiados.

Para o deputado Amélio Cayres (SD) a escolha permite o governador fugir da polarização entre direita e esquerda, já que o Republicanos é um partido de centro. “Foi uma bela escolha que com isso atenderá eleitores de ambos os campos tanto da direita quanto da esquerda”, defende, reiterando que partidos não fazem homens, mas homens fazem partidos. Cayres considera 10 um bom número.

Trajetória

Depois de anunciar filiação ao PDT, ainda no ano passado, atendendo ao convite do ex-prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano, após assumir o governo interinamente em outubro de 2021, Wanderlei viu ampliar as opções partidárias. O governador convidou o ex-prefeito de Gurupi, Laurez Moreira, a ocupar o lugar reservado a ele no PDT e passou a cogitar a filiação no PP ou PSD, conforme entendimentos com a senadora Kátia Abreu (PP) e o seu filho Irajá Abreu (PSD).

A opção pelo Republicanos envolveu negociação com o deputado federal Carlos Henrique Gaguim que abriu mão do comando da legenda no Estado para garantir a filiação do governador, que agora assume o controle do partido.

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