Onyx diz que Ministério do Trabalho será extinto e dissolvido em três pastas

Justiça, Economia e Cidadania devem cuidar de áreas que hoje são responsabilidade do Trabalho

(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, escolhido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), disse, em entrevista à Rádio Gaúcha, que o Ministério do Trabalho será extinto na próxima gestão e dissolvido em três pastas: Economia, Justiça e Cidadania.

Segundo ele, Sérgio Moro, à frente do Ministério da Justiça, deve ficar com as concessões de carta sindical. “A imprensa já registrou problemas e casos de corrupção”, disse sobre essa área.

Onyx também adiantou que o Ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes, deve ficar responsável pelas políticas de emprego. “Ele tem o Planejamento, a Receita, a Fazenda, precisa que uma parte do seu ministério tenha atuação mais direta na geração de emprego e renda”, explicou.

Uma terceira parte, que não especificou, vai ficar com o Ministério da Cidadania. Questionado, ainda, sobre qual pasta iria cuidar da fiscalização de condições de trabalho, como o combate ao trabalho análogo ao escravo, o futuro ministro disse não saber ao certo, mas que poderia ser abrangida pelo Ministério da Justiça.

A decisão de extinguir o Ministério do Trabalho, fundado em 1930, já havia sido anunciada por Onyx há duas semanas. Inicialmente, falou-se em dissolvê-lo no Ministério da Cidadania e da Produção, mas o último não existirá mais.

No total, o governo de Bolsonaro terá 22 ministérios. Porém Onyx confirma que o Banco Central e a Advocacia Geral da União devem perder esse status e ganharem independência. As discussões sobre o primeiro, no entanto, estão mais adiantadas, conforme informa o futuro ministro.

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