ONG promove tributo para vítima de LGBTfobia em Goiânia

Estudante agredida após a Parada, no domingo, 8, relata agressões física, moral e sexual; renda do evento será revertida à ela

Foto: reprodução

A Associação da Parada de Goiânia (APOLGBT), em parceria com organizações de direitos humanos, promove, neste sábado, 14, a partir da 17h, tributo a Sharmila Rama, estudante e ativista que foi vítima de LGBTfobia no domingo, 8, quando voltava da Parada LGBT de Goiânia.

O caso

A estudante, que se identifica como não binário — quando não há identificação entre gêneros — relatou em uma rede social que sofreu diversas agressões quando voltava da Parada do Orgulho, ao descer na rua 19, próximo à Justiça Federal.

Entre a tentativa de estupro, cortes no rosto e ferimentos no braço, Sharmila publicou uma foto em seu instagram em que pedia o fim da intolerância.

“Homofóbicos tirem suas mãos imundas do meu corpo, ele Me pertence!”, diz a legenda da publicação. Sharmila registrou boletim sobre o crime e o caso deve passar por apuração policial para que seja enquadrado como homofobia, equiparado ao racismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Tributo de resistência

O show, que terá a renda revertida para Sharmila, contará com show de drags e DJs. Mesmo com os ferimentos, a estudante deve comparecer ao evento. O valor do ingresso, que será revertido para a estudante, será R$ 5,00.

De acordo com Isabel Cristine, presidenta da Associação da Parada de Goiânia: “Foi uma forma encontrada pela ONG e artistas LGBTQI ajudar a queer vítima de estupro e desempregada neste momento difícil da vida dela”.

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