OMS alerta que há crianças entre mortos por coronavírus

Entidade ressaltou necessidade de isolamento e falou que proteger a si mesmo é proteger outras pessoas

Cuidados também são necessários com crianças / Foto: Márcio James

A taxa de letalidade em todo mundo do novo coronavírus é de 3,74%, de acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em coletiva na tarde desta segunda-feira, 16, a OMS ressaltou que há crianças entre os mortos pelo Covid-19, embora tenham imunidade melhor.

“Não podemos dizer universalmente que é leve em crianças. Então é importante que protejamos as crianças como uma população vulnerável”, declarou Maria van Kerkhove, diretora técnica da OMS. “O que não sabemos ainda – porque ainda não temos o resultado de enquetes sorológicas – é a extensão da infecção assintomática em crianças”, disse.

No mundo, mais de 150 mil pessoas foram contaminados pelo SARS-CoV-2. Os óbitos ultrapassam 5.600. Dados da OMS apontam que crianças, adolescentes e jovens de 0 a 39 anos também correm risco de morrer por coronavírus. Sua letalidade nessas faixas etárias são de 0,2%. Os riscos aumentam se essas pessoas têm outras doenças.

Indivíduos com problemas cardiovasculares tem 11,7 vezes mais chances de irem a óbito; 8,1 vezes mais para quem tem diabetes; 6,7 vezes mais quem tem hipertensão e 7 vezes mais quem tem doenças respiratórias crônicas. Pessoas com câncer tem 6,2 vezes mais risco de morrer.

A letalidade entre pessoas de 40 a 49 anos é de 0,4%. Entre pessoas de 50 a 59, o risco sobe para 1,3%. Para idosos de 60 a 69 anos, as chances de letalidade aumentam para 3,6%. Entre 70 a 79, 8%. Já entre idosos acima de 80 anos, o risco cresce para 14,8%.

Letalidade na Itália

Uma matéria publicada pelo New York Post questiona a letalidade na Itália ser tão alta. De acordo com os números, a porcentagem chega a 5% no país. Com uma população em quarentena de 60 milhões, a Itália tem a população mais velha da Europa. Cerca de 23% do país tem 65 anos ou mais. A idade média da população é de 47,3, diz a reportagem.

Segundo Krys Johnson, epidemiologista da Temple University College of Public Health, a letalidade na Itália se deve a idade da população. Não apenas porque a doença afeta idosos de maneira mais agressiva, mas porque eles também estão mais suscetíveis a desenvolver doenças como câncer, diabetes e outras que comprometem o sistema imunológico. De acordo com ela, muitas pessoas também não estão sendo testadas para o novo coronavírus no país, o que deixa incerto o número de contaminações lá. Ela diz que acredita que se fosse possível saber ao certo quantas contaminações ocorrem na Itália, que o país provavelmente alcançaria a mesma escala global de 3,74 de letalidade.

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