Ômicron coloca Goiânia e outras três capitais no alerta crítico da Fiocruz

Goiânia, Recife Fortaleza e Belo Horizonte estão em estado de alerta crítico da fundação. Ampla e rápida proliferação da variante alerta para um crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI

Nota técnica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que Goiânia está na zona de alerta imediato e crítico em relação à variante Ômicron. Um terço das unidades da federação e mais outras noves capitais encontram-se nesta zona, segundo análise das taxas do dia 10 de janeiro em comparação com a série histórica e considerando a ocupação de leitos de UTI Covid-10 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o Observatório Covid-19 da Fiocruz, a capital goiana está com a maior porcentagem na zona de alerta crítico (94%), seguida de Fortaleza (88%), Belo Horizonte (84%) e Recife (80%). Também estão na lista, porém em zona intermediária, Vitória (77%), Porto Velho (76%), Brasília (74%), Salvador (68%), Maceió (68%) e Macapá (60%). 

De acordo com os pesquisadores do Observatório Covid-19, o número de internações em UTI hoje ainda é predominantemente muito menor do que aquele observado em 2 de agosto do ano passado, por exemplo, quando leitos começavam a ser retirados, mas ressalta que o grande volume de casos já está demandando de gestores atenção e o acionamento de planos de contingência.

“Sem minimizar preocupações com o novo momento da pandemia, consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da covid-19 pela Ômicron. Não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza”, disseram os pesquisadores.

Leitos

Segundo a análise, até o momento, o patamar de leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) é diferente do verificado em 2021. Porém, a fundação alerta para um crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI diante da ampla e rápida proliferação da variante Ômicron no Brasil. Entretanto a Fiocruz avalia que “menções a um possível colapso no sistema de saúde, neste momento, são incomparáveis com o que foi vivenciado em 2021”.

Os pesquisadores alertam ainda que é importante também reorganizar a rede de serviços de saúde por conta dos desfalques de profissionais afastados por contrair a infecção, garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes empregando, por exemplo, teleatendimento, e prosseguir com a vacinação da população.

Em Goiás

Até a quarta-feira, 12, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) contabilizava 961.262 casos de doença pelo Coronavírus no território goiano. Destes, há o registro de 924.381 pessoas recuperadas e 24.741 óbitos confirmados, o que significa uma taxa de letalidade de 2.58%. No Estado, há 628.570 casos e 389 óbitos suspeitos em investigação.

Já em relação a imunização, de acordo com a SES, 5.277.147 goianos tomaram a primeira dose da vacinas contra a Covid-19 em todo o Estado. Em relação à segunda dose e a dose única, foram vacinadas 4.401.990.

*Com informações da Agência Brasil

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